Furto de cofres em banco gera protestos na Argentina

Clientes do Banco Província, em Buenos Aires, formaram longas filas na porta de uma agência nesta segunda-feira, após serem informados de que cofres do local haviam sido furtados no fim de semana.

Em um comunicado, o banco informou que “a princípio foram violados 97 cofres de um total de 1.408” existentes na agência do bairro de Belgrano.

O roubo foi descoberto na manhã desta segunda-feira no momento em que a agência foi aberta. Os ladrões teriam feito um túnel – de cerca de 30 metros - para chegar ao local.

Em meio às incertezas, um grupo de clientes bloqueou por algumas horas o trânsito numa das principais avenidas da cidade, na região onde está a agência assaltada.

A polícia foi chamada para organizar a fila com um megafone, já que uma multidão se aglomerava diante do banco para saber se seu cofre havia sido furtado.

Alguns clientes choravam diante das câmeras de TV, dizendo que tinham perdido “bens preciosos”.

Jóias

A atriz Silvia Suller, que estava na fila, disse que guardava jóias de família no cofre e que tinha a esperança de não estar entre as vítimas do furto.

O uso de cofres é comum na Argentina, onde boa parte da população prefere essa alternativa às contas bancárias devido à “desconfiança” no sistema financeiro.

Segundo estimativas do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) divulgadas em dezembro, os argentinos possuem cerca de US$ 140 bilhões fora do sistema financeiro, chamados popularmente de “colchón bank” (colchão banco).

Este total é quase o triplo das reservas do Banco Central do país, que gira em torno dos US$ 50 bilhões.

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