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Dilma afirma que moradia em área de risco ‘é regra’ no Brasil

  • Os mortos pelas enchentes no Estado do Rio de Janeiro não param de subir. Analistas creem que será necessário pelo menos um mês para dimensionar a tragédia. (Foto: AP/ Governo do Rio)
  • Entre as cidades mais atingidas está Nova Friburgo. (crédito: Reuters)
  • Esta foto mostra um estacionamento da cidade, no qual a água e a lama encobriram os carros. (crédito: Reuters)
  • Em Teresópolis, as ruas estão obstruídas com troncos de árvores, destroços de casas e carros amontoados. (Crédito: Reuters)
  • Helicópteros estão sendo usados no resgate das vítimas, mas as equipes têm dificuldade de chegar a muitas áreas. (Foto: AFP/ Governo do Rio)
  • Em Teresópolis, há cerca de mil desabrigados. O governo do Rio diz que 2 mil famílias deverão ser removidas de casa.
  • Este ginásio esportivo na cidade abriga as vítimas da tragédia.
  • Moradores idosos aguardam o resgate aéreo porque as vias terrestres que permitem o acesso ao local ficaram bloqueadas. (Foto: Vladimir Platonow/ ABr)
  • Este apenas observa o que sobrou do muro de uma das casas. (crédito: Reuters)
  • Parentes das vítimas na tragédia sofrem com a tristeza. Famílias inteiras desapareceram sob a lama e as enxurradas. (crédito: AFP)
  • Em Teresópolis, os trabalhos de resgate se desenrolam ao lado da 'cachoeira' formadas pelas águas. (crédito: AFP)
  • O governo do Rio pediu ajuda à Marinha para levar bombeiros e equipamentos às regiões mais afetadas. (crédito: Reuters)

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira em uma coletiva, após sobrevoar as três cidades no Rio de Janeiro mais afetadas pelas chuvas, que “a moradia em áreas de risco no Brasil é a regra, e não a exceção”.

Segundo a Agência Brasil, que cita informações das prefeituras dos municípios afetados, os deslizamentos já deixaram mais de 450 mortos na região serrana do Rio.

“Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que não tinha onde morar e foi morar aonde? Em fundo de vale, beira de rio, beira de córrego e no morro”, afirmou a presidente.

Também presente à coletiva, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que as três cidades fluminenses mais afetadas pelas enchentes (Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis) sofriam efeitos de governos municipais anteriores.

“Não quero culpar um ou outro prefeito anterior a eles. Mas, da década de 80 para cá, essas três cidades tiveram um processo muito semelhante ao que houve no Rio e em outras regiões, que é a desgraça do populismo, a permissividade de deixar ocupações irresponsáveis, como se fossem aliados dos mais pobres.”

Políticas habitacionais

Dilma disse que pretende atacar o problema habitacional no Brasil por meio de investimentos públicos. Ela citou o programa federal Minha Casa, Minha Vida, iniciado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disse que criaria uma segunda edição do programa.

Ainda assim, segundo a presidente, a prioridade atual é atender as vítimas dos deslizamentos.

“De fato é um momento muito dramático, as cenas são muito fortes, o sofrimento das pessoas é visível, e o risco é muito grande. Agora é a fase de garantir que, através da ação concertada do governo federal, do Estado e dos municípios, possamos socorrer”, disse Dilma.

“Depois vamos entrar no momento da reconstrução”, completou.

Ela afirmou ainda que, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, R$ 11 bilhões serão destinados à drenagem e à prevenção de deslizamentos nas encostas de cidades brasileiras.

Nova Friburgo

Após o voo, Dilma desceu num campo de futebol em Nova Friburgo e, acompanhada por seis ministros e por Cabral, visitou uma praça coberta de lama e lixo no centro da cidade.

Em seguida, a presidente conversou com moradores da cidade, uma das mais atingidas pelos deslizamentos.

De acordo com a Defesa Civil do Rio, há cerca de 5 mil famílias desabrigadas ou desalojadas em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Em seu discurso, a presidente afirmou que todas as famílias desalojadas teriam acesso ao benefício de aluguel subsidiado e que a parcela mensal do Bolsa Família seria antecipada para todos os moradores cadastrados das três cidades.

Segundo a presidente, o governo federal também está atento à situação das chuvas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Espírito do Santo. Dilma disse que se empenharia para que verba federal de R$ 780 milhões destinada aos Estados mais afetados pelas chuvas seja liberada da forma mais “rápida e menos burocrática possível”.

Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira que o repasse previsto de R$ 9 milhões para os municípios de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis será antecipado.

Padilha também disse que o Ministério da Saúde arcará com os custos de dois hospitais de campanha que estão sendo montados pela Marinha e pelo governo do Rio na região serrana do Estado.

Ainda segundo o ministro, os seis hospitais federais do Rio suspenderam as cirurgias eletivas para atender as vítimas dos deslizamentos.

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