Atentado mata pelo menos 31 pessoas em aeroporto de Moscou

A explosão atingiu a área de retirada de bagagens no setor de desembarque do aeroporto. Foto: A.Savin
Image caption Imagem tirada de um vídeo mostra pessoas assustadas em Domodedovo

Uma explosão no aeroporto internacional de Domodedovo, na região de Moscou, matou pelo menos 31 pessoas e feriu pelo menos outras cem nesta segunda-feira, segundo informou o Ministério da Saúde da Rússia.

Autoridades acreditam que a explosão, ocorrida às 16h40 locais (11h40 em Brasília), pode ter sido resultado de um atentado suicida na área de retirada de bagagens do aeroporto.

Uma equipe de investigadores foi enviada ao aeroporto para apurar o caso. O presidente russo, Dmitry Medvedev, convocou uma reunião de emergência com altas autoridades do país para analisar a situação.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Steve Rosenberg, a polícia foi colocada em alto nível de alerta na capital russa e está procurando itens suspeitos no sistema de transporte público da cidade.

Domodedovo é o aeroporto mais movimentado que serve Moscou, sendo utilizado por muitos executivos e turistas. Ele está localizado a 42 km do centro da capital russa.

"Carnificina"

Segundo a agência russa RIA Novosti, muita fumaça podia ser vista no aeroporto após a explosão. Um forte cheiro de queimado também era notado. No serviço de microblogging Twitter, testemunhas afirmam que Domodedovo foi cenário de uma "carnificina".

"Nós estávamos saindo da área de desembarque em direção aos carros e houve esta explosão poderosa, um barulho enorme", disse à BBC o britânico Mark Green, que havia chegado a Domodedovo pouco antes do incidente.

"Nós então não sabíamos que era uma explosão, e meu colega e eu nos olhamos e dissemos, 'Cristo, isso se parece com um carro bomba ou algo do tipo'", afirmou Green. "O barulho literalmente sacudiu as pessoas."

Moscou já havia sido alvo de atentados de grupos extremistas em março de 2010, quando duas mulheres-bomba mataram 40 pessoas no metrô da capital. Os ataques foram reivindicados por separatistas da região da Chechênia.