Ciência

Cientistas estudam luminosidade produzida por caracol marinho; veja

GALERIA DE FOTOS: CARACÓIS MARINHOS QUE EMITEM LUZ

  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    A luz bioluminescente verde produzida pelo caracol marinho 'Hinea brasiliana' despertou a atenção de dois cientistas do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA). (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Aqui, o animal é visto em sua forma 'tradicional', sem que esteja emitindo luz. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
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    Aqui, é possível observá-lo emitindo a luz verde bioluminescente. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    A luz parece ser uma forma de defesa, provavelmente usada para afastar predadores ao dar a ilusão de que o caracol tem um tamanho maior que suas dimensões reais. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Os pesquisadores descobriram que esses animais, em vez de produzir um foco de luz, usam suas conchas para espalhar uma luz bioluminescente verde em todas as direções. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Os animais foram pesquisados pelos cientistas Dimitri Deheyn e Nerida Wilson, que publicaram estudo na versão online do periódico Proceedings of the Royal Society B (Biological Sciences). (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Em experimentos, Deheyn percebeu que a luz funciona como um “alarme”: acende quando o caracol se depara com algum possível predador. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Os caracóis, que foram coletados na Austrália, geralmente se agrupam em litorais rochosos. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Sua luminosidade surpreendeu os pesquisadores, já que a concha opaca do caracol dava a impressão de que conteria a transmissão de luz. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    Em vez disso, quando o caracol produz a luminosidade verde em seu corpo, a concha serve para dispersar especificamente a cor verde, segundo o instituto. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)
  • (Foto: Scripps Institution of Oceanography)
    'Nosso próximo foco é tentar entender o que faz com que sua concha tenha essa capacidade e o que pode ser útil para construir materiais com um desempenho ótico melhor', disse Deheyn. (Foto: Cortesia de Dimitri Deheyn / Scripps Institution of Oceanography)

Cientistas do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) revelaram recentemente detalhes das luzes produzidas pela espécie de caracol marinho Hinea brasiliana, que geralmente se agrupa em litorais rochosos.

Os pesquisadores descobriram que esses animais, em vez de produzir um foco de luz, usam suas conchas para espalhar uma luz bioluminescente verde em todas as direções.

A luz parece ser uma forma de defesa, provavelmente usada para afastar predadores ao dar a ilusão de que o caracol tem um tamanho maior que suas dimensões reais, explicam os cientistas Dimitri Deheyn e Nerida Wilson na versão online do periódico Proceedings of the Royal Society B (Biological Sciences).

Em experimentos, Deheyn percebeu que a luz funciona como um “alarme”: acende quando o caracol se depara com algum possível predador, como um caranguejo ou camarão.

Os animais, coletados na costa da Austrália, surpreenderam os pesquisadores, já que sua concha opaca dava a impressão de que conteria a transmissão de luz. Em vez disso, quando o caracol produz a luminosidade verde em seu corpo, a concha age como um mecanismo para dispersar especificamente essa cor, segundo o instituto.

Para Deheyn, o poder de difusão de luz do Hinea brasiliana é excepcional, em comparação com outros materiais, e pode despertar o interesse das indústrias óticas e de bioengenharia.

“Nosso próximo foco é tentar entender o que faz com que sua concha tenha essa capacidade e o que pode ser útil para construir materiais com um desempenho ótico melhor”, disse o cientista.

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