Protestos no Egito

Brasil condena tratamento a jornalistas no Egito

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O governo brasileiro condenou as cenas de violência ocorridas nos protestos recentes e em particular os "atos de hostilidade à imprensa reportados ontem e hoje (quarta e quinta-feira)".

"O Governo brasileiro protesta contra a detenção dos jornalistas brasileiros Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, e manifesta a expectativa de que as autoridades egípcias tomem medidas para garantir as liberdades civis e a integridade física da população e dos estrangeiros presentes no país", disse o Ministério das Relações Exteriores por meio de um comunicado.

Corban Costae Gilvan Rocha foram enviados ao Egito para a cobertura da recente crise, mas foram detidos, vendados e tiveram os passaportes e equipamentos apreendidos.

Eles ficaram detidos da noite de quarta-feira até a manhã de quinta-feira sem água, presos em uma sala sem janelas em uma delegacia do Cairo.

Celular

EUA e Grã-Bretanha também criticaram a falta de segurança com que a imprensa internacional vem operando no Cairo.

"Isso é uma violação das normas internacionais que garantem liberdade de imprensa e é inaceitável sob qualquer circunstância", disse a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Hillary também condenou ataques contra "manifestantes pacíficos, ativistas de direitos humanos, estrangeiros e diplomatas".

Cairo/AFP

A violência seguiu no décimo dia de protestos

Duas jornalistas do diário americano Washington Post foram detidas na quinta-feira.

O porta-voz do departamento de Estado americano, P.J. Crowley, disse que "existe uma campanha orquestrada para intimidar jornalistas internacionais no Cairo e interferir em seu trabalho".

O chanceler britânico, William Hague, afirmou por meio de comunicado que "os abusos cometidos contra a internet e as redes de telefonia celulares e, em especial, o aumento ocorrido hoje da intimidação e perseguição de jornalistas são inaceitáveis e perturbadoras".

Nesta quinta-feira, a empresa britânica Vodafone, que opera celulares no Egito, disse que o governo egípcio a forçou a enviar mensagens de texto anônimas, pró-governistas, aos seus clientes no país.

A Vodafone disse que a atitude é inaceitável e vem ocorrendo desde o início dos protestos, na semana passada.

A empresa disse que as mensagens deveriam ser claramente atribuídas ao governo.

Outros abusos cometidos contra jornalistas incluem o espancamento de um funcionário da agência de notícias Reuters que filmava uma reportagem sobre lojas forçadas a fechar durante os protestos.

Um repórter grego foi esfaqueado na perna por simpatizantes pró-Mubarak.

Também foram registrados episódios de violência contra jornalistas egípcios, ocidentais e de outros países árabes.

* Colaborou Alessandra Corrêa, da BBC Brasil em Washington

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