Idosa é indiciada por morte de filha bebê há 54 anos

Ruby Klokow Direito de imagem AP
Image caption Ruby Klokow foi acusada de matar a filha ao atirá-la sobre um sofá

Uma mulher americana de 74 anos foi indiciada nesta semana pela morte de sua filha de 7 meses, ocorrida há 54 anos.

Ruby Klokow foi acusada de matar a criança ao atirá-la sobre um sofá em um ataque de fúria.

Na época, a mãe afirmou que a filha, Jeaneen Marie, havia batido a cabeça ao cair do sofá e a morte foi considerada acidental, mas o caso foi reaberto em 2008 após a denúncia de um filho de Klokow, James, hoje com 55 anos.

James procurou a polícia para denunciar os abusos da mãe contra a família, da cidade de Sheboygan, no Estado do Wisconsin.

Segundo James, a mãe sempre o havia responsabilizado pela morte da irmã, ao dizer que Jeaneen Marie havia caído do sofá porque ela estava cuidando do filho ao mesmo tempo.

Segundo o jornal local Sheboygan Press, a mulher reconheceu, em um depoimento à polícia no ano passado, ter tirado a filha de um carrinho e tê-la jogado sobre o sofá por se sentir frustrada pelo fato de as duas crianças estarem chorando ao mesmo tempo.

'Temperamento explosivo'

“Temos que reconhecer que alguma coisa aconteceu em 1957... e não foi intencional, apesar de ter sido irresponsável”, afirmou o promotor do caso, Joe DeCecco.

“Ela teve muitos filhos quando era relativamente jovem, não era feliz em seu casamento, havia muita bebida e ela tinha um temperamento explosivo”, disse o promotor.

Segundo ele, a idade da mulher e a antiguidade do caso devem ser levados em conta no julgamento, mas a lei local não permite uma redução da pena por isso em caso de condenação.

Se for considerada culpada pela morte da filha, Ruby Klokow está sujeita a uma pena entre 5 e 25 anos de prisão.

Outro filho de Klokow, Scott, foi encontrado morto em seu berço em 1964, mas segundo DeCecco não existem evidências de que a mãe poderia ter provocado sua morte.

Segundo o promotor, os corpos das duas crianças foram exumados durante as investigações, e os peritos observaram indícios de ferimentos na cabeça provocados por agressão que teriam provocado duas hemorragias no cérebro de Jeaneen.

Uma irmã de Klokow, Judith Post, na época com 13 anos, teria presenciado a agressão contra o bebê e testemunhou contra ela no processo.