Alta nos preços dos alimentos faz inflação na China chegar a 4,9%

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Image caption Seca e alta nos preços de alimentos contribuíram para inflação chinesa

A inflação na China acelerou em janeiro, apesar de três aumentos consecutivos nas taxas de juros do país nos últimos quatro meses, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Nesta terça-feira, o órgão disse que os preços ao consumidor chinês subiram 4,9% no mês de janeiro em relação ao ano anterior. Em dezembro, o índice anual era 4,6%.

A China e outros países asiáticos lutam contra o aumento do custo dos alimentos. Os índices de janeiro mostraram que os preços dos produtos alimentícios subiram 10,3%.

A inflação preocupa a população do país, que gasta até metade da renda com comida.

O índice de 4,9% foi menor do que a previsão dos economistas, mas ainda ficou próximo à inflação de novembro, de 5,1%, que foi a mais alta em 28 meses.

Seca

Segundo analistas, o aumento dos preços reflete os problemas que o governo chinês enfrenta.

Uma seca nas principais regiões produtoras de trigo da China e o aumento global dos preços das mercadorias podem ter contribuído para a escalada da inflação.

"O pico da inflação ainda vai acontecer. O governo está lutando contra problemas vindos de várias frentes", disse Jinny Yan, economista do banco britânico Standard Chartered.

O Instituto Nacional de Estatísticas chinês também anunciou mudanças no cálculo da inflação de preços ao consumidor. Custos com moradia ganharam mais espaço no índice, e o peso dos preços de alimentos no número final ficou menor.

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Image caption O Banco do Japão anunciou a recuperação econômica do país

Japão

A perspectiva de crescimento econômico para o Japão em 2011 é positiva, segundo um comunicado do Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês).

O presidente do banco, Masaaki Shirakawa, anunciou nesta terça-feira que o país está se recuperando gradualmente de um período de desaceleração no último trimestre do ano passado.

De acordo com o banco, as exportações e a produção dão sinais de aumento, com a ajuda do crescimento da economia global.

As exportações japonesas haviam sido prejudicadas pelo iene forte, ao mesmo tempo em que a diminuição do consumo doméstico também dificultou a recuperação econômica.

Na última segunda-feira, o governo japonês divulgou o balanço econômico de 2010 e confirmou a perda do posto de segunda maior economia mundial para a China.

O Banco do Japão disse ainda nesta terça que deverá manter suas taxas de juros entre zero e 0,1%. Para analistas, isso é um sinal de que a economia do país ainda está em deflação.

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