Obama diz ver sinais positivos no Egito e critica governo do Irã

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Image caption Presidente americano diz ver nova geração pedindo mudanças

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que está vendo “sinais satisfatórios” vindos do Egito, onde os militares assumiram temporariamente o poder após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, na semana passada.

Obama comparou a situação no Egito, onde manifestantes protestaram durante 18 dias consecutivos até conseguir que Mubarak deixasse o poder, com o Irã, onde forças de segurança responderam com violência a protestos nesta segunda-feira.

“Nós enviamos uma mensagem forte aos nossos aliados na região, dizendo ‘vamos olhar para o exemplo do Egito em oposição ao exemplo do Irã’”, disse Obama, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

“Eu acho irônico que você tenha o regime iraniano fingindo celebrar o que aconteceu no Egito quando, na verdade, eles agiram em total contraste ao que aconteceu no Egito, atirando e batendo em pessoas que estavam tentando se expressar pacificamente no Irã”, afirmou.

Apoio

As manifestações no Irã foram convocadas inicialmente como apoio às mudanças ocorridas no Egito e na Tunísia, onde manifestações populares no mês passado também levaram à queda do governo.

"O que foi verdadeiro no Egito deve ser verdadeiro no Irã, que é o povo ter o direito de expressar suas opiniões, suas queixas, e buscar um governo mais compreensivo", afirmou o presidente americano.

Obama disse ainda os Estados Unidos não podem ditar o que acontece dentro do Irã, mas afirmou esperar que os iranianos continuem a ter “a coragem “ de expressar seu desejo por maior liberdade e por um governo “mais representativo”.

"Minha esperança e minha expectativa é que nós continuemos a ver o povo do Irã ter a coragem de poder expressar sua ânsia por maior liberdade e por um governo mais representativo", disse.

Militares egípcios

O líder americano elogiou a postura do conselho militar que assumiu o governo egípcio, por ter reafirmado seu compromisso em manter tratados internacionais firmados anteriormente e se reunido com a oposição para iniciar as discussões sobre reformas no país.

De acordo com Obama, a oposição sentiu que os militares estão sérios em sua intenção de guiar o país para eleições justas e livres.

“Obviamente ainda há muito trabalho a ser feito no Egito, mas o que vimos até agora é positivo”, disse Obama.

“O Egito vai precisar de ajuda para construir instituições democráticas e também fortalecer uma economia que foi atingida em consequência do que aconteceu. Mas até o momento nós estamos vendo os sinais certos vindo do Egito”, afirmou.

Resposta pacífica

Nos últimos dias, diversos países árabes também registraram protestos pedindo por reformas.

Segundo o presidente americano, uma nova e vibrante geração está pedindo por mudanças no Oriente Médio, e os governos da região precisam reconhecer a “fome de mudança” de suas populações.

“O mundo está mudando”, afirmou Obama.

“É muito importante que, em todas as manifestações que estamos assistindo na região, os governos respondam pacificamente a protestos pacíficos”, disse.

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