Iêmen tem 8º dia seguido de protestos; pelo menos dois morrem

Manifestante na cidade de Sanaa, no Iêmen Direito de imagem REUTERS
Image caption Iêmen vive oitavo dia consecutivo de protestos de rua

Pelo menos duas pessoas que protestavam contra no Iêmen morreram nesta sexta-feira, no oitavo dia seguido de manifestações pedindo a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh.

No dia que vem sendo descrito como ''sexta-feira de fúria'', milhares de manifestantes estão exigindo que Saleh, há mais de 30 anos no poder, deixa o cargo imediatamente.

Na cidade de Taiz, no sul do país, uma pessoa morreu após uma granada ter sido arremessada em direção dos manifestantes.

De acordo com testemunhos locais, um carro se dirigiu ao local em que estavam os ativistas e jogou a granada. Pelo menos outras oito pessoas teriam sido feridas no ataque.

Na cidade de Áden, uma pessoa foi baleada e morreu quando a polícia tentava dispersar manifestantes.

Pró e contra se enfrentam

Na capital do país, Sanaa, houve choque entre partidários de Saleh e opositores do regime.

Os protestos foram inspirados pelas manifestações que tiveram início na Tunísia e seguiram para o Egito, provocando a queda dos governos de ambos os países. Nas últimas semanas, países do Oriente Médio e do Norte da África vêm sendo sacudidos por uma série de protestos antigovernamentais.

Leia mais na BBC Brasil: Multidão volta às ruas da segunda maior cidade líbia contra Khadafi

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O líder iemenita, que está na Presidência há mais de 30 anos, afirma que pretende deixar o poder a partir de 2013. Mas seus opositores pedem sua saída imediata.

Além de protestos contra o governo, Saleh enfrenta também uma longa disputa com o sul do país, onde há grupos com aspirações separatistas.

O Iêmen é o país mais pobre do mundo árabe.

Jordânia

Na Jordânia, cerca de 2 mil pessoas tomaram as ruas da capital da Jordânia, Amã, pelo sétimo dia consecutivo.

Os manifestantes contrários ao governo estão exigindo a adoção de reformas econômicas e políticas por parte do regime do rei Abdullah.

Os manifestantes gritavam slogans como "Não é pão que queremos, mas sim dignidade''.

Os ativistas também enfrentaram cerca de 200 partidários do governo, mas, segundo relatos locais, a polícia interveio para impedir o choque. Ativistas afirmam que pelo menos oito pessoas ficaram feridas.

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