Hillary diz que violência na Líbia é 'completamente inaceitável'

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton Direito de imagem Getty
Image caption Hillary pediu que governo líbio respeite os direitos do povo

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que os Estados Unidos assistem alarmados à crise na Líbia e que a violência contra manifestantes é “completamente inaceitável”.

“Os Estados Unidos continuam a assistir à situação na Líbia com alarme”, disse Hillary ao conversar com repórteres no Departamento de Estado, em Washington.

“Nós nos unimos à comunidade internacional ao condenar fortemente a violência, à medida que recebemos relatos sobre centenas de mortos e muitos mais feridos. Esse derramamento de sangue é completamente inaceitável.”

“À medida que adquirirmos maior compreensão do que realmente está acontecendo, nós tomaremos medidas apropriadas em linha com nossas políticas, nossos valores e nossas leis”, disse.

A secretária voltou a afirmar que é responsabilidade do governo líbio respeitar os direitos universais de seu próprio povo, entre eles o direito de livre expressão.

Oriente Médio

Segundo a secretária, os Estados Unidos também estão bastante preocupados com relatos de violência no Iêmen e em outros países árabes e pedem que os governos da região respeitem os direitos de seus cidadãos.

Hillary elogiou ainda a decisão do rei do Bahrein, Hamad Bin Isa Al-Khalifa, de libertar prisioneiros e disse que os Estados Unidos esperam pela implementação da medida.

“Nós também saudamos as medidas tomadas pelo príncipe Salman (Bin Hamad Al-Khalifa) para iniciar um diálogo significativo com todo o espectro da sociedade bareinita”, disse Hillary.

A secretária disse esperar que os amigos do Bahrein na região e no mundo apoiem essa iniciativa como “um caminho construtivo” para preservar a estabilidade do país e ajudar a atender às aspirações da população.

“Como nós dissemos, esses passos devem ser seguidos de ações e reformas concretas”, afirmou a secretária.

Hillary disse que a transformação na Tunísia e no Egito, países cujos presidentes renunciaram após semanas de protestos populares, está apenas começando e que os Estados Unidos continuarão a ser um parceiro dos povos dois países em sua busca por um futuro melhor.

A secretária disse que os Estados Unidos acreditam ser do interesse dos governos dos países onde vêm ocorrendo protestos se engajar “pacificamente e de maneira positiva” para responder aos apelos da população.

Segundo Hillary, sem progresso genuíno rumo a sistemas políticos abertos, “a lacuna entre os povos e seus governos só tende a aumentar, e a instabilidade só pode se aprofundar”.

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