Equipes começam a perder esperanças de encontrar sobreviventes em Christchurch

Foto: Reuters Direito de imagem BBC World Service
Image caption Especialistas estrangeiros chegaram a Christchurch nesta quinta-feira

As equipes de resgate da Nova Zelândia começaram a perder as esperanças de encontrar sobreviventes após o terremoto de terça-feira na cidade de Christchurch.

Ao todo, 98 corpos foram retirados dos escombros e levados para um necrotério temporário, mas o primeiro-ministro John Key afirmou que o número de vítimas deve subir consideravelmente.

De acordo com informações da polícia, 226 pessoas estão desaparecidas.

Muitas delas - algo entre 60 e 120 vítimas - estariam sob os escombros do prédio da Canterbury Television, onde não há sobreviventes, segundo as autoridades.

No prédio funcionava um canal de TV local, uma creche e uma escola de línguas.

Apesar disso, as equipes insistem que ainda procuram sinais de vida e que a operação continua sendo de resgate e não de busca de corpos.

O terremoto de magnitude 6,3 que atingiu Christchurch, na ilha Sul da Nova Zelândia, na tarde de terça-feira foi o desastre natural que mais deixou mortos no país em 80 anos.

Ajuda internacional

Centenas de especialistas em resgate chegaram à cidade nesta quinta-feira vindos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Cingapura e Taiwan para ajudar a polícia e os soldados neo-zelandeses a vasculhar os escombros.

Eles usaram cães farejadores, câmeras e detectores de som e calor para procurar qualquer sinal de vida, mas nenhum sobrevivente foi encontrado nesta quinta-feira. A última pessoa resgatada com vida foi retirada dos escombros na tarde de quarta.

Além de lidar com a instabilidade das ruínas, as equipes ainda tiveram de enfrentar o risco de desabamento de prédios altos, próximos aos locais das operações de resgate, e tremores secundários.

Médicos dizem que 164 pessoas foram internadas após ficarem gravemente feridas por causa do terremoto, muitas com lesões na coluna e fraturas sérias. O número total de feridos chegou a 2,5 mil.

Prejuízos

O primeiro-ministro John Key disse que o impacto do desastre na economia local será grande.

Depois da reabertura do aeroporto de Christchurch na quarta-feira, vários aviões militares foram enviados para retirar turistas da cidade.

Muitos residentes tiveram de passar mais uma noite em centros comunitários. Aqueles cujas casas não foram danificadas foram orientados a não usar chuveiros e descargas, porque o sistema de esgoto foi danificado pelo terremoto.

Caminhões-pipa foram enviados a 14 localidades para que os moradores pudessem encher baldes e garrafas. Banheiros químicos também foram instalados e a eletricidade foi restaurada em 60% da cidade.

A Nova Zelândia enfrenta mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais apenas 20 tem magnitude acima de 5.

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