Conselho de Segurança da ONU debate ações contra Khadafi

Conselho de Segurança da ONU se reúne em Nova York Direito de imagem AFP
Image caption A ONU estima que mais de mil pessoas já tenham morrido na Líbia

O Conselho de Segurança da ONU está reunido em Nova York para discutir ações contra o governo de Muamar Khadafi na Líbia.

Um rascunho apresentado antes da reunião aconselhava um embargo à venda de armas, a proibição a viagens e o congelamento de contas em resposta à repressão governamental aos protestos no país. Também se considera processar Khadafi por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional.

A ONU estima que mais de mil pessoas tenham morrido na revolta, que dura dez dias.

O rascunho com as represálias é apoiado por Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos. Os americanos, alias, já impuseram sanções à Líbia.

Na sexta-feira, o presidente Barack Obama assinou uma ordem executiva que congelou as contas nos EUA de Khadafi, de seus parentes e de altos funcionarios do governo líbio.

O presidente também afirmou que está confiscando propriedades do governo líbio nos Estados Unidos.

Grande parte da Líbia, especialmente o leste do país, está controlada por forças contrárias a Khadafi. O líder ainda domina a maior parte da capital, Trípoli, que abriga cerca de 2 milhões do total de 6,5 milhões de habitantes do país.

Também na sexta-feira, manifestantes opositores ao governo foram atacados por forças leais ao regime em Trípoli.

Saif al-Islam Khadafi, um dos filhos do líder líbio, disse ao editor para Oriente Médio da BBC Jeremy Bowen que os relatos de violência extrema no país seriam parte de uma "campanha de mídia exagerada" conduzida por "canais árabes de TV hostis".

O filho de Khadafi disse não ser verdade que civis tenham sido bombardeados, mas admitiu que a Força Aérea atacou depósitos de munição que estavam em mãos inimigas.

Os sons ouvidos em Trípoli não seriam de tiros, mas de fogos de artifício, disse Saif, que criticou os opositores, afirmando que muitos desejariam uma "solução afegã" para o país.

Saif disse que o leste do país, nas mãos dos opositores, está "uma bagunça" e que não seriam lançados novos ataques contra as cidades de Misrata e Zawiya na esperança de que uma trégua possa ser negociada.

Assim como seu pai, Saif responsabilizou a rede Al-Qaeda pelo levante.

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