Egito adia reabertura de bolsa de valores

Soldado patrulha a bolsa do Cairo Direito de imagem Reuters (audio)
Image caption Mercado está fechado desde o dia 27 de janeiro

O Egito postergou a reabertura de sua bolsa de valores, fechada há mais de um mês, que deveria ter voltado a operar nesta terça-feira.

Em um breve comunicado, a instituição informou que voltará a operar no próximo domingo, dia 6 de março, "a fim de permitir aos investidores tirar proveito do apoio do governo em garantir a estabilidade da bolsa".

Houve protestos do lado de fora do prédio da bolsa, na capital egípcia, Cairo.

Há especulações de que o novo adiamento se deva ao temor de que as ações listadas no mercado egípcio experimentem uma forte queda quando forem retomadas as negociações.

Mas há também a suspeita de que a demora da bolsa em voltar à normalidade esteja ligada a investigações tendo como alvo empresários próximos ao ex-presidente Hosni Mubarak, deposto em 11 de fevereiro.

A bolsa está suspensa desde o dia 27 de janeiro, quando o valor dos papéis caiu mais de 6%, disparando o mecanismo de fechamento automático do pregão.

Alguns analistas defendem a reabertura do mercado egípcio apesar do temor de novas quedas, já que a demora gera suspeitas e mina a credibilidade da instituição.

O correspondente de economia da BBC, Andrew Walker, observou ainda que o indicador da bolsa egípcia pode ser excluído de importantes índices de mercados emergentes que balizam a compra e venda de papéis de empresas emergentes por fundos de investimento.

Cerca de cem investidores se manifestaram no local pedindo que a instituição cancele todas as negociações feitas nos últimos dois dias de operação do mercado, 26 e 27 de janeiro.

Entretanto, o presidente da bolsa, Khaled Serry Seyam, rejeitou os pedidos.

"O procurador público garantiu que não houve manipulação na última semana de negócios", afirmou Seyam.

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