Após ser demitido, Galliano pede desculpas por comentários antissemitas

John Galliano chega a audiência em Paris na segunda-feira (AP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Galliano havia sido afastado da Dior na semana passada

O estilista britânico John Galliano pediu nesta quarta-feira desculpas por comentários considerados antissemitas que fez em um bar de Paris que o levaram a ser demitido da grife Dior na terça-feira.

"Antissemitismo e racismo não fazem parte de nossa sociedade. Eu peço desculpas sem reservas se o meu comportamento ofendeu alguém", afirmou Galliano em uma declaração divulgada por um escritório de advocacia britânico.

Na nota, o estilista afirma que foi "molestado verbalmente em um ataque não provocado”, quando um indivíduo supostamente tentou acertá-lo com uma cadeira, “(um indivíduo) que rejeitou violentamente minha aparência e minhas roupas" durante a discussão no bar, na semana passada.

"Por estas razões eu iniciei os procedimentos (legais) por difamação e ameaças feitas contra mim", acrescentou o estilista.

Na declaração, o estilista também afirmou que quer "tratar do fracasso pessoal que levou a estas circunstâncias e tentar conseguir o perdão das pessoas", acrescentando que agora "está procurando ajuda".

Galliano afirmou ainda que tinha permanecido em silêncio até o momento seguindo os conselhos de seu advogado francês, mas agora queria "esclarecer sua posição".

Demissão

A direção da Dior disse que decidiu pela demissão depois de assistir a um vídeo divulgado na semana passada pela internet em que o estilista aparentemente aparece fazendo comentários antissemitas em um bar de Paris.

"Condeno firmemente o que foi dito por John Galliano", disse o presidente-executivo da grife, Sidney Toledano.

O vídeo divulgado no site do tabloide britânico The Sun mostra uma pessoa que seria Galliano em uma mesa de um bar falando "Eu amo Hitler", entre outras declarações.

Galliano, que trabalhava para a marca desde 1996, já havia sido suspenso pela Dior na semana passada.

No vídeo divulgado pelo The Sun, um homem que seria Galliano é visto em uma mesa de um bar por duas mulheres.

"Pessoas como vocês seriam mortas hoje, suas mães, seus antepassados seriam mortos com gás", afirma o homem mostrado no vídeo.

A polícia francesa já havia detido Galliano na noite de quinta-feira depois que um casal o acusou de fazer comentários antissemitas. Ele também teria trocado tapas com o casal.