China reforça segurança temendo protestos

Policiais chineses Direito de imagem AFP Getty Images
Image caption Governo do país teme onda de protestos semelhante à do Oriente Médio

O governo da China reforçou a segurança em diferentes pontos do país, após ativistas terem convocado pela internet uma série de protestos para este domingo.

As mensagens anônimas conclamando as manifestações teriam sido inspiradas na onda de protestos em diferentes países do Oriente Médio e do Norte da Africa, que foram organizados com ajuda de sites de redes sociais.

Os protestos teriam coincidido com a realização do Congresso Nacional do Povo, que teve início no sábado e no qual o governo irá listar as suas propostas políticas e econômicas para os próximos cinco anos.

Wang Hui, uma porta-voz do governo afirmou que ''segurança e estabilidade são desejos do povo chinês. Se algumas pessoas querem provocar incidentes aqui, essa é uma ilusão delas. Se alguns querem provocar incidentes como os do Oriente Médio e do Norte da Africa, estarão fadados ao fracasso''.

Restrições a jornalistas

O governo também restringiu a ação de jornalistas estrangeiros, exigindo que eles obtivessesm autorizações prévias por parte das autoridades.

Li Honghai, vice-diretor do Departamento de Assuntos Estrangeiros de Pequim, afirmou que os repórteres precisam solicitar autorização para trabalhar em qualquer lugar do centro da cidade.

Em Xangai, a polícia deteve pelo menos 17 repórteres estrangeiros que apareceram sem autorização prévia em um dos lugares para o qual um protesto havia sido convocado, a Praça do Povo.

Em Pequim, em duas ruas comerciais movimentadas que seriam palco de manifestações, policiais uniformizados e à paisana pararam transeuntes para fazer perguntas e pedir documentos.

A China monitora rigorosamente sites de redes sociais locais para ver se eles trazem quaisquer conteúdos políticos e bloqueia o acesso a sites como Facebook, Twitter e Youtube.