Confrontos entre muçulmanos e cristãos coptas matam 13 no Cairo

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Image caption Minoria copta afirma que governo não garante sua segurança no país

Pelo menos 13 pessoas morreram e 140 ficaram feridas durante confrontos entre cristãos coptas e muçulmanos na capital do Egito, Cairo, disse nesta quarta-feira o governo egípcio.

Os choques entre os dois grupos ocorreram na noite de terça-feira após os coptas bloquearem uma estrada para protestar, já que uma de suas igrejas havia sido incendiada na semana passada na Província de Helwan (nordeste do país).

A ação irritou os muçulmanos que tentavam passar pelo local, dando início aos confrontos que, de acordo com a rede de TV árabe Al-Jazeera, reuniram mais de mil pessoas.

Os dois lados começaram a lançar pedras uns contra os outros, obrigando os militares a intervir, disparando para cima para tentar dispersar a multidão. Não está claro quantos dos mortos são cristãos ou muçulmanos.

Há dois meses, um suicida matou 23 pessoas em uma igreja copta em Alexandria. Os coptas frequentemente reclamam de serem discriminados no país e dizem que o governo é negligente em oferecer segurança a eles.

Cerca de 10% da população do Egito é formada por coptas. A maioria é de muçulmanos.

Praça Tahrir

Também nesta quarta-feira, ocorreram confrontos políticos na Praça Tahrir, no centro do Cairo, deixando pelo menos dois feridos.

Dezenas de pessoas armadas de facas e machados entraram na praça, local dos protestos que culminaram com a derrubada do governo de Hosni Mubarak no mês passado, para tentar expulsar manifestantes que ainda permanecem no local exigindo uma ruptura total do governo interino com o antigo regime.

Imagens de TV mostraram pedras sendo arremessadas por centenas de pessoas de ambos os lados.

Correspondentes dizem que o Egito se tornou um país bastante inseguro após a polícia ter desaparecido em meio aos protestos do mês passado.

Militares egípcios assumiram o governo interino após a queda de Mubarak, mas vêm tendo problemas para manter a segurança no país.

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