Grã-Bretanha e França pedem apoio à oposição líbia e renúncia de Khadafi

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Image caption Sarkozy recebe delegação líbia; França foi o primeiro país a reconhecer opositores de Khadafi

Os governos da Grã-Bretanha e da França fizeram nesta quinta-feira um apelo para que a Europa apóie a oposição na Líbia e para que o líder Muamar Khadafi renuncie imediatamente.

Em um comunicado conjunto ao presidente do Conselho Europeu, Hernan van Rompuy, e outros líderes do continente, o premiê britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, acusaram Khadafi de ser responsável por “atos de repressão e violência inaceitáveis”.

Segundo eles, os líbios conquistaram seus direitos fundamentais e a Europa precisa estar pronta para ajudá-los: “Nós apoiamos o povo da Líbia em seu desejo de escolher os próprios líderes e de decidir seu futuro político.”

A carta diz ainda que era clara a perda de legitimidade do regime de Khadafi e por isso o apoio aos opositores, considerado por eles “interlocutores políticos válidos”.

Diálogo

“Vemos como bem-vinda a formação do Conselho Nacional de Transição, baseado em Benghazi, e estamos em contato com os seus membros para desenvolver um diálogo de cooperação”, afirmava o documento.

A França foi a primeira nação a reconhecer os opositores de Khadafi.

Leia mais na BBC Brasil: França reconhece liderança rebelde como governo legítimo da Líbia

Os dois líderes europeus acrescentaram ainda que a Europa deve ter como alternativa ao fim da crise a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

No comunicado, eles também pediram um embargo de armas, incluindo as fornecidas a mercenários, para desencorajar esse tipo de contratação.

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