Dilma determina medidas urgentes para libertação de brasileiro na Líbia

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Image caption Segundo embaixador líbio, Netto foi detido por entrar na Líbia sem visto

A presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro interino de Relações Exteriores, Ruy Nogueira, “providências urgentes” para garantir a “integridade física e a libertação” do repórter brasileiro Andrei Netto, do jornal O Estado de S.Paulo, que estaria preso na Líbia.

Segundo nota oficial do Planalto, Dilma foi informada pelo Itamaraty que o repórter estaria na localidade de Sabratha, a 60 km de Trípoli. O comunicado afirma ainda que Dilma "está acompanhando com atenção a situação do jornalista".

De acordo com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al-Zubaidi, disse que Andrei Netto foi preso por ter entrado na Líbia sem visto.

O diplomata disse a Suplicy que a libertação ocorrerá nas próximas horas, mas não deu detalhes sobre a data exata da detenção, nem sobre o estado de saúde do jornalista.

O senador disse ainda que, segundo Al-Zubaidi, Netto estava acompanhado, no dia de sua prisão, do jornalista Ghaith Abdul-Ahad, do diário inglês The Guardian, que está desaparecido.

A publicação inglesa afirma que Abdul-Ahad fez seu último contato no último domingo, por meio de um terceiro, e que "esforços urgentes" estão sendo tomados para confirmar o seu paradeiro.

Equipe da BBC

Forças de segurança leais ao líder líbio Muamar Khadafi prenderam e torturaram três integrantes de uma equipe da BBC quando eles tentavam entrar em Zawiya.

O repórter de origem palestina Feras Killani, o cinegrafista turco Goktay Koraltan e o segurança britânico Chris Cobb-Smith foram presos na segunda-feira e, após 21 horas detidos, foram soltos e já deixaram a Líbia.

Eles foram encapuzados, algemados e agredidos por membros do Exército líbio e da polícia secreta. Também foram ameaçados de morte e submetidos a tortura e simulações de execução.

A BBC emitiu uma declaração em que condena o "tratamento abusivo" de seus jornalistas.

"A segurança de nossos funcionários é nossa primeira preocupação, especialmente quando eles estão trabalhando em circunstâncias tão difíceis, e é essencial que jornalistas trabalhando para a BBC, ou qualquer organização de mídia, possam cobrir a situação na Líbia sem medo de ser atacados", diz a declaração assinada por Liliane Landor, diretora dos serviços de língua estrangeira da BBC.

"Apesar destes ataques, a BBC vai continuar a cobrir a situação na Líbia para nosso público dentro e fora do país."

Leia mais: Equipe da BBC é detida e torturada por forças de Khadafi

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