Líder da oposição na Líbia pede rapidez na imposição de bloqueio aéreo

Direito de imagem AFP
Image caption Jalil pediu que comunidade internacional reconheça a legitimidade da oposição na Líbia

Em entrevista à BBC, o principal líder da oposição na Líbia, Mostafa Abdul Jalil, fez um apelo para que seja imposto com rapidez uma zona de exclusão aérea e marítima no país. A demora em colocar a medida em prática, segundo ele, fortalece Muamar Khadafi.

“Pedimos à comunidade internacional que assuma suas responsabilidade. O povo líbio está sendo massacrado pela força aérea de Khadafi. Por isso, pedimos uma zona de bloqueio aéreo com urgência”, disse Jalil, que é líder do Conselho Nacional da Líbia.

“O que me preocupa é que essa demora pode permitir que Khadafi reconquiste o controle e permaneça no poder, contra a vontade do povo líbio.”

Ele afirmou ainda que é necessária uma zona de exclusão marítima na costa do país, já que o líder líbio estaria usando o mar para, por exemplo, transportar armas e atacar os rebeldes.

Exemplo francês

Jalil também reconheceu o apoio do governo francês, que foi o primeiro a reconhecer os opositores.

Leia mais na BBC Brasil: França reconhece liderança rebelde como governo legítimo da Líbia

“O reconhecimento da França fortalece o Conselho, que tem legitimidade na Líbia. Outros países deveriam seguir o exemplo francês”, disse o líder opositor, citando especificamente Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, mas lembrando que é necessário o apoio de toda a comunidade internacional.

Durante a entrevista, ele negou relatos de que as tropas de Khadafi estariam reconquistando o controle de áreas nas mãos dos rebeldes.

“Todos devem saber que não há um equilíbrio entre nossas capacidade e as de Khadafi. Ele está cercando as cidades para expulsar as pessoas. Mas todos devem saber também que ele fracassou ao tentar retomar as cidades que estão em poder dos rebeldes”

Segundo ele, os opositores também precisam urgentemente de armas e de ajuda humanitária para as cidades cercadas pelas forças de Khadafi.

Notícias relacionadas