Temendo tsunami, governo chileno retira moradores de regiões costeiras

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Image caption Diante de alerta de tsunami, moradores retiram barco do mar em Concepción

O ministro chileno do Interior, Rodrigo Hinzpeter, anunciou nesta sexta feira a retirada dos moradores da costa do país.

Segundo ele, a medida é válida apenas para as “áreas inundáveis” que podem ser afetadas pelas ondas gigantes esperadas após o terremoto de 8,9 de magnitude registrado no Japão.

“Será uma evacuação preventiva e que tem o objetivo de proteger a população”, afirmou. O ministro afirmou que a decisão foi tomada depois que o organismo da Marinha, o SHOA (Serviço Hidrográfico e Oceonográfico), intensificou de “alerta preventivo” para “alerta de emergência” os possíveis riscos de tsunamis gerados pelo terremoto japonês.

Logo após o anúncio de Hinzpeter, bombeiros e Marinha do país acionaram alarmes em vários pontos da costa.

Foi o caso, por exemplo, da cidade de Arica, no norte do território chileno, na fronteira com Peru. Naquele momento, várias pessoas estavam nas praias locais, como mostraram imagens da TVN.

O ministro da Saúde, Jaime Mañalich, disse que serão evacuados também por precaução os hospitais da região que correm risco de inundação.

Leia mais na BBC Brasil: Ilha de Páscoa se prepara para tsunami, enquanto governo eleva nível de alerta

Exercícios

Nos últimos meses, autoridades chilenas intensificaram os exercícios das medidas de emergência em caso de terremoto e tsunamis e também foi ampliada a sinalização na orla do país.

As medidas foram intensificadas após a tragédia registrada no Chile no dia 27 de fevereiro do ano passado, quando um terremoto provocou ondas gigantes que arrasaram várias cidades chilenas.

No início da noite desta sexta-feira, o governo chileno pediu ainda que os habitantes evitem ligações telefônicas e prefiram mensagens de texto para evitar que o sistema de telecomunicações entre em colapso, como também ocorreu no terremoto de 2010.

Especialistas chilenos destacaram, em diferentes entrevistas, que o Chile está em frente ao Japão e por isso as medidas preventivas "são fundamentais".

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