Bahrein decreta estado de emergência

Manama em 15 de março no Bahrein/Reuters Direito de imagem BBC World Service
Image caption Manifestantes fazem barricadas com contâiners de lixo em Manama

O rei do Bahrein decretou nesta terça-feira estado de emergência no país, de acordo com a TV estatal local.

A medida, que deve vigorar por três meses, foi anunciada em meio aos protestos políticos que já duram uma semana.

De acordo com o comunicado oficial, o chefe das Forças Armadas foi autorizado a tomar qualquer medida necessária para “proteger a segurança do país e de seus cidadãos”.

Nesta terça-feira, manifestantes xiitas continuam bloqueando o acesso ao centro financeiro da capital, Manama, e há relatos de que uma pessoa teria sido morta em choques com forças de segurança.

Xiitas

Os protestos contra o governo são liderados pela maioria xiita, correspondente a 70% da população, que pede mais participação política. Muçulmanos sunitas detêm o poder no Bahrein há dois séculos.

A oposição xiita afirmou que a chegada de tropas estrangeiras no país corresponde a uma “declaração de guerra”.

Na segunda-feira, chegaram cerca de mil soldados sauditas e 500 dos Emirados Árabes Unidos ao Bahrein, após o governo do país pedir ajuda ao Conselho de Cooperação do Golfo, instituição formada pela Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Catar, Emirados Árabes Unidos e o próprio Bahrein, para conter os protestos.

Acredita-se que os soldados estrangeiros vão ser incumbidos de guardar instalações ligadas ao setor petrolífero e financeiro.

O Irã, a principal nação xiita no Golfo Pérsico, disse que o uso de soldados estrangeiros no Bahrein é “inaceitável e complicará ainda mais o problema”.

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