Conflito em Benghazi se agrava e ONGs deixam a cidade

Rebeldes em Ajdabiya Direito de imagem Getty Images
Image caption Ajdabiya está sendo alvo de ofensiva do Exército líbio

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou nesta quarta-feira a transferência de sua equipe em Benghazi, reduto da oposição a Muamar Khadafi na Líbia, em meio ao recrudescimento dos conflitos no país.

Os funcionários da ONG serão transferidos a Tobruk, ao leste, onde, segundo comunicado, continuará a dar assistência às vítimas dos confrontos.

“Enquanto deixamos Benghazi, e (a cidade de) Ajdabiya após quase 20 dias, estamos extremamente preocupados com o que acontecerá com civis, com os feridos e doentes, com detentos e outros que têm direito a proteção em tempos de conflito”, disse no comunicado Simon Brooks, chefe da missão da Cruz Vermelha na Líbia.

“Vamos manter o diálogo com ambos os lados (do conflito) com vistas a voltar a Benghazi quando a situação de segurança permitir.”

As forças aliadas de Khadafi cercaram e atacaram Ajdabiya, cidade próxima a Benghazi, onde, segundo anúncio do governo, está planejado um ataque de grandes dimensões do Exército em breve.

Médicos Sem Fronteiras

Na terça-feira, a ONG Médicos Sem Fronteiras também havia anunciado sua retirada da cidade e transferência para Alexandria, no Egito.

Segundo anúncio da MSF, “as condições de segurança tornaram efetivamente impossíveis as viagens das equipes médicas para as áreas onde os conflitos geraram um aumento das necessidades. Em duas ocasiões, na semana passada, uma equipe de MSF que se dirigia a Ras Lanuf, uma das áreas mais afetadas pela violência, foi forçada a dar meia volta devido à insegurança”.

O Acnur, braço da ONU para refugiados, informou, também na terça, que mais de 280 mil pessoas já deixaram a Líbia, a maioria rumo à Tunísia.

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