Egípcios aprovam mudança constitucional proposta em referendo

Egípcios participam de referendo Direito de imagem Reuters
Image caption Os dois principais grupos políticos egípcios apoiaram as mudanças

Resultados oficiais divulgados neste domingo mostram que 77% dos eleitores egípcios apoiaram as reformas constitucionais que permitirão ao país ter eleições rapidamente.

O referendo, realizado no sábado, teve participação de 41,2% dos eleitores registrados e foi a primeira vez que muitos egípcios compareceram às urnas.

Sob o governo do ex-presidente Hosni Mubarak, as eleições eram consideradas eventos encenados, com resultados pré-determinados e baixa participação popular.

Com a aprovação da mudança constitucional no referendo, é possível que uma eleição parlamentar ocorra em setembro.

Aprovação

Mohammed Ahmed Attiyah, o chefe do comitê judicial que supervisionou a eleição, disse que 18,5 milhões de pessoas que votaram apoiaram a reforma.

As mudanças constitucionais propostas pelo novo governo incluem a redução dos mandatos presidenciais de seis anos para quatro anos e o limite de dois mandatos por presidente.

Uma nova lei também obrigará o presidente a escolher um vice até 30 dias após a eleição e novos critérios devem ser definidos para candidatos presidenciais, como a obrigação de ter mais de 40 anos de idade e a proibição de serem casados com estrangeiros.

Os dois principais grupos políticos egípcios – o Partido Nacional Democrático, de Mubarak, e a Irmandade Muçulmana – apoiaram as propostas.

Mas parte dos ativistas pró-democracia diz que as mudanças não são suficientes e querem que a Constituição seja inteiramente reescrita antes das eleições.

Durante a votação, no último sábado, uma multidão enfurecida atirou pedras no líder da oposição Mohamed ElBaradei e o impediu de votar.

ElBaradei, Nobel da Paz, é um dos principais críticos do projeto de reforma constitucional.

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