Força aérea de Khadafi não representa mais perigo, diz general britânico

manifestante contra Khadafi no leste líbio, 23 de março/AP Direito de imagem BBC World Service
Image caption Moradores de Benghazi seguem protestando contra Khadafi

O comandante da Aeronáutica britânica em operação na Líbia disse nesta quarta-feira que a Força Aérea de Muamar Khadafi "não existe mais como ameaça militar".

Greg Bagwell disse que a coalizão já pode operar livremente no país e que seus soldados estariam pressionando constantemente as forças do líder líbio.

"Protegemos os inocentes na Líbia, garantindo que eles estejam protegidos de ataques", disse ele.

"Temos as forças líbias sob constante observação e os atacamos toda vez que ameaçam civis ou atacam centros populacionais."

Otan

Seis navios da Otan começaram a patrulhar a costa líbia para garantir o embargo de armas imposto pela ONU ao regime de Khadafi.

Líderes ocidentais ainda discutem quem ficará à frente da coalizão internacional responsável pelas operações na Líbia.

Os EUA já manifestaram seu interesse em passar o controle da operação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Forças internacionais vêm lançando ataques à Líbia desde sábado. A coalizão - integrada até o momento por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália - age sob o mandato do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre o país, para proteger a população civil.

Também nesta quarta-feira, a União Europeia aprovou sanções contra empresas petrolíferas líbias.

As sanções contra a companhia estatal de petróleo estão de acordo com a resolução da ONU da semana passada e inclui também cinco de suas subsidiárias.

Combates

Nesta quarta-feira, forças da coalizão internacional lançaram ataques aéreos perto de Misrata, que está em poder de rebeldes, forçando tropas leais a Khadafi a se retirarem momentaneamente dos arredores da cidade.

Testemunhas afirmaram, entretanto, que ainda havia franco-atiradores disparando contra a população de tetos de casas e prédios dentro de Misrata. Um médico que trabalha na cidade disse à BBC que ao menos uma pessoa havia morrido.

Forças de Khadafi também retomaram ataques na cidade de Zintan, perto da fronteira com a Tunísia, segundo testemunhas.

Horas antes, Khadafi fez sua primeira aparição em público desde o início da ofensiva ocidental e prometeu derrotar as tropas da coalizão estrangeira.

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Image caption Líder líbio disse que exércitos islâmicos deveriam apoiá-lo

“No curto prazo, venceremos. No longo prazo, venceremos”, disse Khadafi, em uma suposta aparição ao vivo na TV estatal do país, feita em Bab Al-Aziziya, local próximo a Trípoli que foi bombardeado recentemente pelas tropas estrangeiras. “Seremos vitoriosos no final.”

Em discurso de três minutos, feito de uma sacada diante de simpatizantes, Khadafi disse que a “mais poderosa defesa aérea” de seu país “é o povo”. “Aqui está o povo. Khadafi está no meio do povo. Esta é a defesa aérea.”

O líder líbio se disse vítima de uma “nova Cruzada” lançada “contra o Islã”.

“Todos os exércitos islâmicos devem tomar parte na batalha. Seremos vitoriosos no final”, completou.

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