Otan assume comando militar de operações na Líbia

Avião francês/Reuters Direito de imagem BBC World Service
Image caption As operações militares entraram em sua segunda semana

A Otan afirmou neste domingo que concorda em assumir o controle das operações militares que aplicam as resoluções da ONU na Líbia.

O secretário geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a transferência de poder ocorreria “imediatamente”.

Até agora, a Otan vinha sendo responsável por fazer valer o embargo de armas contra a Líbia e patrulhar a zona de exclusão aérea, mas passará a controlar todos os aspectos da campanha aérea.

O anúncio do domingo foi feito após encontro na sede da Otan, em Bruxelas.

Os EUA já haviam afirmado desejar transferir o comando das operações militares no país, feitos até o momento por uma coalizão formada após a resolução da ONU, aprovada alegadamente para a proteção da população civil líbia.

Acordo

Ataques aéreos vêm atingindo alvos militares de tropas leais ao ditador líbio, Muamar Khadafi, há oito dias.

Rebeldes líbios continuam a avançar e conquistar pontos estratégicos do país, até então nas mãos das forças de Khadafi.

Leia mais: Com diversas cidades retomadas, rebeldes líbios seguem para oeste

O correspondente da BBC em Bruxelas Chris Morris diz que um plano operacional da Otan já havia sido aprovado por representantes militares dos 28 países membros da organização, mas a entidade precisava da presença de embaixadores para ratificar a decisão.

Morris diz ques os detalhes operacionais precisos não foram revelados, mas um comitê com representantes de todos os países dará as diretrizes políticas da campanha.

O anúncio da Otan ocorre após uma semana de discussões entre seus integrantes, com a Turquia e a França, em particular, discordando do papel que a entidade deveria assumir.

O governo francês desejava manter o controle das operações com a coalizão, argumentando que países árabes não desejariam a liderança da Otan.

A Turquia questionava se os bombardeios refletiriam a resolução da ONU.

Outros países como a Itália e a Noruega ameaçaram não colaborar militarmente a menos que o comando militar fosse definido.

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