Conselho de Segurança aprova sanções contra presidente da Costa do Marfim

Forças oposicionistas na Costa do Marfim/AFP Direito de imagem BBC World Service
Image caption As forças de Ouattara avançam do norte para o sul do país

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quarta-feira uma resolução com sanções contra o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, por sua recusa a abandonar o poder.

Todos os 15 países-membros do órgão votaram a favor da resolução 1.975, proposta pela França e Nigéria. O órgão pediu a todas as partes envolvidas na crise política marfinense que aceitem a vitória de Alassane Ouattara nas últimas eleições presidenciais, em novembro do ano passado.

Ouattara foi considerado o vencedor do último pleito por observadores internacionais, mas Gbagbo contesta o resultado.

A resolução do Conselho de Segurança foi aprovada no mesmo dia que residentes da capital marfinense, Yamassoukro, disseram que forças leais a Ouattara entraram na cidade.

Além de entrar em Yamassoukro, as forças de Ouattara, que avançam vindas do norte, teriam conquistado também a importante cidade de Soubre.

A maior parte da maior cidade do país, Abidjan, permanece sob controle de Gbagbo, que pediu por um cessar-fogo.

Ele disse que pretende permanecer como chefe de Estado, apesar de a comunidade internacional considerá-lo derrotado no pleito.

Controle

Acredita-se que as forças de Ouattara estejam marchando rumo ao porto de San Pedro, um grande centro exportador de cacau.

A captura do porto permitiria acesso a uma rota de suprimentos e controle sobre vendas do maior produto de exportação do país, o cacau.

A Costa do Marfim é o maior exportador do produto do mundo.

As forças pró-Ouattara controlam o norte do país desde a guerra civil iniciada em 2002. Correspondentes dizem que as tropas de Gbagbo vêm perdendo praticamente todas as batalhas travadas desde novembro.

Desde novembro, quase 500 pessoas morreram e um milhão foram obrigadas a deixar suas casas, na violência se que seguiu ao pleito.

Notícias relacionadas