Rachaduras são encontradas em mais 3 aviões de companhia americana

Buraco na cabine do Boeing 737-700 da Southwest Airlines durante o voo 812 Direito de imagem Reuters
Image caption Buraco apareceu na fuselagem pouco após decolagem de Phoenix

Pequenas rachaduras sob a superfície foram encontradas em três aeronaves da companhia Southwest Airlines, segundo afirmaram autoridades americanas.

As rachaduras são semelhantes às que teriam provocado uma ruptura da fuselagem de um outro avião da empresa, em pleno voo, na sexta-feira.

Segundo o Comitê Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês), as rachaduras foram encontradas em juntas dos Boeing 737-300. Outros 19 aviões da companhia, do mesmo modelo, não apresentaram problemas e voltarão a voar.

Na sexta-feira, um avião que havia decolado do aeroporto de Phoenix, no Arizona, com 118 pessoas a bordo, foi obrigado a retornar após o aparecimento de um furo de 1,5 metro de comprimento.

O buraco provocou uma queda brusca na pressão da cabine, forçando os pilotos a baixar rapidamente de uma altitude de 10.500 metros para fazer um pouso de emergência em uma base militar.

Uma comissária de bordo ficou levemente ferida no incidente.

Análise

No domingo, um pedaço da fuselagem do 737-700 que rompeu foi removida e enviada à sede do NTSB, em Washington, para uma análise mais profunda.

Os investigadores do órgão também realizaram inspeções em outras partes do avião e verificaram indicações de outras rachaduras.

Posteriormente, a agência federal disse ter sido informada pela Southwest Airlines de que indícios de rachaduras foram verificados em outros três aviões analisados.

A companhia cancelou 600 voos durante o fim de semana para permitir que engenheiros realizassem testes especiais desenvolvidos pela Boeing em 79 de seus aviões.

Os testes em 57 das aeronaves ainda estão em andamento e devem ser concluídos somente na noite de terça-feira.

O avião no qual o buraco apareceu na sexta-feira estava em operação havia 15 anos. Há 931 aviões do mesmo modelo em operação no mundo, 288 deles nos Estados Unidos.

“O que vimos no voo 812 foi uma questão nova e desconhecida”, afirmou em um comunicado Mike Van de Ven, vice-presidente executivo da Southwest.

“Até o evento relacionado ao voo 812, estávamos seguindo os requerimentos de inspeção estrutural para aquela aeronave exigida pela FAA (agência federal de aviação americana) e recomendada pela Boeing”, afirmou.

A Southwest havia alterado seu programa de manutenção das aeronaves após uma fadiga de metal ter provocado um acidente parecido com um de seus aviões em 2009.

Antes disso, a companhia havia sido acusada de não realizar as inspeções periódicas.

Em 1988, rachaduras levaram à abertura de um buraco em um avião da Aloha Airlines no Havaí, provocando a morte de uma comissária de bordo.

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