.br homepage Segundo novo índice do IBGE, preços da indústria subiram 6,21% no último ano

De fevereiro do ano passado ao mesmo mês deste ano, o aumento de preços na indústria de transformação foi de 6,21%. O dado foi revelado pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), indicador que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela primeira vez nesta terça-feira.

De acordo com o IBGE, o novo índice mede a evolução dos preços de produtos “na porta da fábrica”, antes de serem acrescidos de impostos e dos custos de frete. “O que vamos medir são os preços com que a indústria vende o seu produto”, explica Alexandre Brandão, gerente do IPP.

“Se uma empresa produz aço e vende para o setor de automóveis, vamos coletar o preço com que ela vendeu, mas não o que o setor de automóveis pagou”, exemplifica. “Na diferença de um para o outro incidem os custos de impostos e de frete. Vamos medir aquilo que a indústria transforma em faturamento.”

A partir dos dados, será possível identificar se variações de preços estão ocorrendo na produção ou nas fases posteriores de distribuição.

De acordo com Brandão, o indicador ajudará o governo a detalhar a evolução de preços no país e poderá ser um elemento importante para desenvolver políticas econômicas e de combate à inflação, além de estabelecer um parâmetro de comparação para os setores da indústria que integram a pesquisa mensal.

Inicialmente, o IPP mede apenas os preços da indústria da transformação, baseando-se em um universo de 1,4 mil empresas de 23 setores diferentes. No futuro, o objetivo é abranger também preços de produtores de serviços e da agricultura.

A série histórica começa com dados desde janeiro do ano passado. Dos 23 setores pesquisados, 18 apresentaram alta nos preços entre fevereiro deste ano e do ano anterior.

A alta de 6,21% no período foi puxada pelos setores que apresentaram maior variação de preços: produtos têxteis, com 25,44% de aumento; alimentícios, com 16,90%, e produtos químicos como etileno e polipropileno, com variação de 13,59%.

De acordo como o IPP, as maiores quedas ao longo do mesmo período foram em equipamentos de informática (-8,74%) e a fabricação de equipamentos de transporte excluindo veículos automotores (-3,83%).