País está unido em repúdio às mortes no Rio, diz Dilma

Dilma pede um minuto de silêncio pelas vítimas em Realengo (Foto: Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) Direito de imagem Other
Image caption Dilma pediu minuto de silêncio pelos que perderam 'vida e futuro'

A presidente Dilma Rousseff disse que o país está unido em repúdio à violência cometida pelo atirador que matou pelo menos 11 pessoas e feriu 18 em uma escola no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.

“Não é característica do Brasil esse tipo de crime”, disse a presidente em cerimônia no Palácio do Planalto.

“Todos estamos unidos no repúdio a esse tipo de violência, sobretudo com crianças indefesas”, disse. Emocionada, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas “que perderam a vida e o futuro”.

Pouco antes, seu porta-voz, Rodrigo Baena, havia dito que Dilma estava “chocada”, acompanhava o noticiário com grande preocupação e determinou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tome as previdências necessárias em relação ao incidente.

Cardozo e Haddad

Em nota, Cardozo disse que entrou em contato com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, para “oferecer apoio ao governo do Estado e solidariedade aos familiares em nome do governo federal”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o “dia é de luto para a educação brasileira” pela tragédia “sem precedentes”.

Haddad e Cardozo devem coordenar pessoalmente as reações do governo ao ocorrido em Realengo, juntamente com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, segundo a Agência Brasil.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM) cobrou ações do governo para governo para garantir a presença maior de forças policiais nas escolas, além da inclusão no currículo escolar da questão da segurança pública.

“De certo modo, isso é um ato de terrorismo quando a gente procura atingir pessoas civis. O que não é da nossa tradição atos dessa natureza. Precisamos parar de uma vez com isso para que isso não floresça.”

No Twitter, a Unesco, braço da ONU para a educação, divulgou mensagem em que “repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura”.

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