Governo de Israel diz aceitar cessar-fogo se Hamas suspender ataques

Soldados israelenses passam em frente ao sistema anti mísseis Domo de Ferro no sul do país, em Ashkelon (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Israel quer que militantes palestinos suspendam disparos contra Israel

O governo de Israel afirmou neste domingo que está disposto a obedecer um cessar-fogo depois de dias de violência na Faixa de Gaza e arredores se os militantes palestinos da região suspenderem os ataques com foguetes.

"Se eles pararem de disparar contra nossas comunidades, vamos parar de disparar", disse o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak.

A oferta de Barak foi feita na rádio pública de Israel, e o ministro acrescentou que o país não vai tolerar ataques.

"Não podemos tolerar os disparos... Vamos agir de acordo com o que acontece na região."

Um porta-voz do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, afirmou que os militantes não estão interessados no aumento (da violência) e a calma pode ser restaurada na região.

"Se a agressão israelense parar, será natural que a calma seja restaurada. Paz será respondida com paz", disse Sami Abu Zuhri à agência de notícias Reuters.

Pelo menos 18 pessoas morreram nos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza nos últimos dias. Israel afirma que estes ataques são uma resposta aos disparos de foguetes feitos por militantes palestinos.

Durante a noite de sábado os militantes palestinos dispararam três foguetes contra Israel, o que foi uma grande queda em comparação aos dias anteriores. No sábado, o Hamas já tinha declarado estado de emergência na Faixa de Gaza devido aos ataques aéreos de Israel.

De acordo com o correspondente da BBC na Cidade de Gaza Jon Donnison, afirmou que esta foi a primeira noite mais tranquila desde quarta-feira, sem ataques israelenses.

'Mais força'

Depois de Barak, o primeiro-ministro israelense, Biniyamin Netanyahu, também falou à rádio estatal israelense.

No entanto, o premiê disse que "se os ataques criminosos contra militares e civis israelenses continuarem, Israel vai responder com ainda mais força".

Israel afirma que os ataques são uma resposta a ataques contínuos de militantes palestinos contra israelenses, em especial a um ataque promovido na última quinta-feira contra um ônibus escolar israelense perto do kibbutz de Nahal Oz (sul do país). Dois israelenses ficaram feridos, inclusive um menino de 16 anos.

Militantes das Brigadas al-Qassam, o braço militar do Hamas, assumiram responsabilidade pelo ataque e, por sua vez, disseram que a ação foi uma resposta à morte de líderes do Hamas na semana passada.

"O ataque contra um ônibus escolar ultrapassou os limites", disse o primeiro-ministro Biniyamin Netanyahu, que prometeu retaliação ao ataque dos palestinos.

Do lado palestino, vários civis estão entre os mortos nos ataques aéreos israelenses, dezenas ficaram feridos.

Os ataques aéreos israelenses e os disparos de militantes contra Israel foram os piores episódios de violência na Faixa de Gaza nos últimos dois anos.

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