Detidos confessaram atentado que matou 12 em Belarus, diz presidente

Soldados da Bielorússia do lado de fora do metrô de Minks, diante de coroa de flores Direito de imagem AFP
Image caption A Bielorússia tem um dos mais fechados regimes da Europa

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse nesta quarta-feira que dois dos suspeitos por um atentado à bomba que matou 12 pessoas na capital Minsk na segunda-feira confessaram ser os autores do crime.

''Nós já sabemos quem cometeu esse ato terrorista e como'', afirmou o líder bielorusso. ''A única coisa que não sabemos é o porquê'', acrescentou Lukashenko, durante um pronunciamento transmitido pela TV.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do suposto atentado, que o governo definiu como um ato terrorista.

As prisões dos dois acusados se deram na terça-feira, ''sem barulho, tiros ou perturbações'', afirmou o presidente.

A bomba usada no atentado havia sido recheada com pregos e explodiu na estação de metrô Oktyabrskaya durante o horário do rush na segunda-feira à noite. Pelo menos 126 pessoas ficaram feridas.

Confissões

De acordo com Lukashenko, as confissões foram feitas às cinco da manhã desta quarta-feira.

Segundo o vice-promotor-geral do país, Andrey Shved, os suspeitos são dois bielorussos.

Ele afirmou que imagens do circuito interno de TV mostram um deles deixando uma bomba perto de um banco do metrô e, pouco depois, apalpando algo em seu bolso. Em seguida, ouve-se uma explosão.

Autoridades do país dizem que a bomba foi detonada por controle remoto.

Lukashenko, contra o qual pesam inúmeras denúncias de abusos de direitos humanos, pediu à Promotoria-Geral que conduza interrogatórios com líderes da oposição que poderiam ter ligação com os atentados.

Dissidentes chamam Lukashenko, que está no poder desde 1994, de ''o último ditador da Europa''. Protestos contra o seu governo tiveram início em dezembro deste ano, após contestadas eleições presidenciais vencidas por ele.

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