Suspeitos de matar ativista italiano morrem durante cerco em Gaza

Polícia do Hamas fez cerco a casa onde suspeitos estavam (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Polícia do Hamas fez cerco a casa onde suspeitos estavam em Nuseirat

Autoridades na Faixa de Gaza disseram nesta terça-feira que dois suspeitos do assassinato do ativista italiano Vittorio Arrigoni morreram durante um cerco realizado pela polícia do Hamas a uma casa em que estavam no território palestino.

Um terceiro suspeito foi ferido e três outras pessoas envolvidas com os homens foram capturadas durante a operação, que ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat, região central da Faixa de Gaza. Acredita-se que um dos dois mortos pode ter cometido suicídio.

O Hamas, grupo palestino que governa a Faixa de Gaza, fechou partes de Gaza antes da operação. Durante o cerco, foi ouvido um tiroteio pesado e pelo menos uma explosão.

Cinco policiais do Hamas ficaram feridos no cerco, e uma menina foi atingida pelo tiroteio.

O ativista Vittorio Arrigoni foi sequestrado na última quinta-feira na Faixa de Gaza e encontrado enforcado no dia seguinte.

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Condenação

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Image caption Arrigoni participa de manifestações a favor dos palestinos

O grupo militante islâmico Al Tawhid Wal Jihad ("Monoteísmo e Guerra Santa", em tradução livre) reivindicou a autoria do sequestro. Este grupo faz oposição ao Hamas por considerá-lo moderado.

Um vídeo divulgado no site YouTube mostrava o ativista italiano vendado e com manchas de sangue no rosto momentos depois do sequestro.

Na gravação, os rebeldes ameaçavam matar Arrigoni caso não fossem libertados alguns de seus lideres, presos pelo Hamas.

Segundo o correspondente da BBC em Ramallah Jon Donnison, o assassinato de Arrigoni, ativista pró-palestinos, foi condenado em toda a Faixa de Gaza.

Ele foi o primeiro estrangeiro que foi sequestrado em Gaza desde que o Hamas assumiu o poder na região, em 2007

Outro estrangeiro, o repórter da BBC Alan Johnston, fora sequestrado em março de 2007, antes do Hamas assumiu o controle do território, em junho. Johnston foi libertado em 4 de julho do mesmo ano.

O sequestro e morte de Arrigoni estão sendo interpretados como um desafio à autoridade do Hamas em Gaza, disse Donnison.

Centenas de palestinos participaram de uma procissão na segunda-feira, quando o corpo de Arrigoni foi levado para fora da Faixa de Gaza a caminho da Itália, para o sepultamento.

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