Acampamento para ‘meninos afeminados’ é ilegal, diz ministra malaia

Manifestante atrás de bandeira Direito de imagem BBC World Service
Image caption Sexo gay é punível com até 20 anos de prisão na Malásia

Um acampamento organizado para eliminar supostas tendências homossexuais em adolescentes na Malásia foi classificado como ilegal nesta quarta-feira por uma ministra do país, que pediu seu fechamento.

O local está sendo frequentado por 66 estudantes identificados por seus professores como sendo afeminados. Durante quatro dias, os jovens devem ter aulas de educação física e religiosa.

Mas a ministra da Mulher, Shahrizat Abdul Jalil, disse que discriminar estas crianças com base em percepções de maneirismo afeminados era traumatizante e prejudicial para a saúde mental deles.

Ela afirma que o campo viola as leis do país, que protegem sem preconceito as crianças.

Governo

Autoridades malaias dizem que, se não interferissem, os garotos de 13 a 17 anos, poderiam acabar como gays ou transexuais.

Não está claro quais seriam os maneirismos percebidos pelos professores.

Eles culpam os pais por encorajar os garotos a usarem roupas de meninas desde pequenos.

O diretor de educação do Estado malaio de Terengganu, Razali Daud, disse que os alunos foram apenas convidados para o acampamento e a presença não seria obrigatória.

"Como educadores temos que fazer algo antes que os jovens... peguem um caminho sem volta", disse ele ao jornal New Strait Times.

Sexo homossexual é ilegal na Malásia.

A medida foi muito criticada por ativistas da igualdade entre os sexos do país.

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