Cultura

Artista esculpe rostos humanos em animais empalhados

GALERIA DE FOTOS: Animais híbridos

  • Foto: Kate Clark
    A artista americana Kate Clark cria faces humanas em corpos de animais empalhados. Com esses híbridos, ela diz colocar em discussão temas como humanidade, emoção e expressão. Na foto, um rosto de mulher dá mais expressividade ao corpo de um gamo, mamífero semelhante ao veado. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    Clark diz que se interessou pelo tema da expressividade humana ainda na universidade, onde começou a desenvolver as esculturas. Usando animais empalhados, ela passou a manipular seus rostos, para que pudessem ter expressões semelhantes às humanas. Acima, a escultura que se chama "Garotinha" mostra um filhote de rena deitado. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    A escultora trabalha com um vendedor de couro animal. Depois de obter as peles, ela as preenche com espuma e retira o rosto dos animais. A pele do rosto é raspada e esculpida sobre uma base de argila, para que se pareça com a humana. A foto mostra um busto de carneiro branco empalhado. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    A artista procura aproveitar pálpebras e cílios dos animais nos rostos humanos que esculpe. Para ela, o trabalho fala sobre a necessidade de equilíbrio entre o homem e os animais. Na imagem, a escultura "Matriarca" mostra uma zebra com rosto de mulher. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    Clark diz que o vendedor de peles com quem trabalha a procura quando tem animais inusitados que não foram vendidos, mas a escultora garante jamais ter pedido por nenhum animal específico. Na imagem acima, um íbex (mamífero caprino), um lince-pardo e uma lebre-de-cauda-branca brincam juntos. Foto: Kate Clark
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    Segundo a artista americana,as esculturas provocam reações fortes nos espectadores, que muitas vezes não conseguem se aproximar das obras. A escultura na foto se chama "Bully" e mostra dois lobos brancos canadenses. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    Clark diz que levou tempo até conseguir dominar os materiais e aperfeiçoar sua técnica de transformação dos rostos animais em humanos. O trabalho já dura dez anos. Na foto, a instalação artística mostra uma matilha de coiotes. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    A depender de sua inspiração, a escultora cria faces feminas em animais que eram do sexo masculino originalmente, como o busto de antílope desta foto. Ela diz que prefere utilizar familiares e amigos como modelo para os rostos que esculpe aos invés de "faces idealizadas". Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    Para Clark, é importante que as expressões das esculturas sejam sutis, belas e vívidas. Ela diz que sua intenção é que o trabalho conte a história de cada animal através de uma expressão facial com a qual humanos podem se conectar. Na imagem, um urso preto. Foto: Kate Clark
  • Foto: Kate Clark
    A escultora diz que gosta de despertar a curiosidade dos espectadores sobre o processo de produção da arte. Por isso, mantém aparentes as evidências da transformação das peles, como os alfinetes que usa para prendê-las nos corpos. Na imagem acima, duas hienas com faces humanas. Foto: Kate Clark

A artista americana Kate Clark cria faces humanas de argila em animais empalhados. A obra, segundo ela, coloca em discussão temas como humanidade, emoção e expressão.

Clark diz que se interessou pelo tema da expressividade humana ainda na universidade, onde começou a desenvolver as esculturas. Usando animais empalhados, ela passou a manipular seus rostos, para que pudessem ter expressões semelhantes às humanas.

"Eu amo animais, então sou sensível ao fato de que uso pele animal", disse ela à BBC Brasil. "Usar o couro do animal e transformá-lo, ao invés de usar elementos artificiais, é o conceito mais importante por trás do trabalho", diz.

Segundo Clark, sua obra fala sobre a necessidade de equilíbrio entre homens e animais ao tentar aproximar as expressões pelas quais se comunicam, e não sobre a supremacia do ser humano na natureza.

"Em nossa cultura atual, nós desprezamos a importância de nossas semelhanças e parentescos dentro do reino animal", afirma a artista americana.

Pele, crânio e argila

Clark recebe, de um fornecedor especializado, a pele com cabeça do animal. A pele é separada e preenchida com espuma. Ela limpa o rosto do animal, retirando pele e restos de carne, e o modifica com uma base de argila, até que se pareça com o rosto de uma pessoa.

A escultora diz que o vendedor de peles com quem trabalha a procura quando tem animais inusitados que não foram vendidos. Ela diz que jamais solicitou a caça específica de um animal para seu trabalho.

A artista procura aproveitar pálpebras, cílios e outras partes originais das faces dos animais nas faces esculpidas.

Ela diz que prefere utilizar familiares e amigos como modelo para os rostos que esculpe aos invés de "faces idealizadas". A escultura final, de acordo com ela, deve contar a história do animal, através de uma expressão facial com a qual os humanos possam se conectar.

"Meu objetivo é que os híbridos sejam honrados, belos e vívidos. Eu evito sorrisos estáticos ou caretas. As esculturas não são feitas para serem sátiras de uma pessoa específica, cuja personalidade é um estereótipo da 'simplicidade' dos animais", diz.

Segundo a americana, as esculturas provocam reações fortes nos espectadores, que muitas vezes não conseguem se aproximar das obras.

"A reação nem sempre é positiva, mas muitas pessoas se interessam pelo trabalho. Já tive pessoas que se relacionaram com ele de várias maneiras, de seus interesses em mitologia a espiritualidade e questões ambientais."

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