Oriente médio

EUA estudam aplicar novas sanções contra a Síria

AFP

Protestos na Síria vêm atraindo mais pessoas nas últimas semanas

Os Estados Unidos estão analisando a possibilidade de aplicar novas sanções contra a Síria em razão do que descrevem como “violência brutal” contra manifestantes, disse nesta segunda-feira um porta-voz da Casa Branca.

"Os Estados Unidos estão buscando uma série de opções possíveis, incluindo sanções", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor.

"A violência brutal empregada pelo governo da Síria contra seu povo é completamente deplorável", disse.

As sanções poderiam incluir o congelamento de ativos e a proibição de negócios com os Estados Unidos.

De acordo com Vietor, as novas sanções teriam o objetivo de responder à repressão do governo sírio contra os manifestantes e "deixar claro que esse comportamento é inaceitável".

Na última sexta-feira, Obama já havia condenado o uso da força pelo governo sírio.

Outras sanções

Os Estados Unidos já adotam uma série de sanções contra a Síria.

Desde 2004, está proibida a exportação para a Síria de produtos que contenham mais de 10% de componentes manufaturados americanos.

Em 2006, foram aplicadas sanções específicas contra o Banco Comercial da Síria.

Há ainda sanções específicas impedindo que determinados cidadãos e entidades da Síria tenham acesso ao sistema financeiro americano.

Os Estados Unidos suspeitam que pessoas e entidades incluídas nessas sanções tenham participação em atividades de proliferação de armas de destruição em massa, sejam associadas à rede Al-Qaeda e ao grupo Talebã ou participem de atividades com o objetivo de desestabilizar o Iraque e o Líbano.

ONU

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Relatos de oposicionistas sírios indicam que pelo menos 20 pessoas foram mortas nesta segunda-feira na cidade de Deraa, um dos principais focos dos protestos, onde o Exército da Síria entrou com tanques e tropas.

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Ativistas dizem que mais de 350 pessoas morreram desde o início das manifestações, em março. Não há, no entanto, informações independentes sobre o número total de mortos.

Também nesta segunda-feira, a Grã-Bretanha e outros países europeus circularam no Conselho de Segurança da ONU um esboço de declaração condenando a violência na Síria.

O documento deve ser discutido em uma reunião fechada do Conselho de Segurança, em Nova York, na terça-feira.

Segundo diplomatas, o texto pede moderação por parte do governo sírio e apóia o chamado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por uma investigação sobre a morte de manifestantes.

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