Secretário-geral da ONU condena repressão a manifestantes na Síria

Ban Ki-moon
Image caption Ban disse acompanhar crise na Síria com 'crescente preocupação'

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta terça-feira o uso de tanques e munição pelo governo da Síria para conter manifestantes.

“Eu condeno completamente a contínua violência contra manifestantes pacíficos, particularmente o uso de tanques e armas de fogo que mataram e feriram centenas de pessoas”, disse Ban, em Nova York.

“Não é preciso dizer que as autoridades da Síria têm a obrigação de proteger civis e respeitar os direitos humanos internacionais”.

Ban afirmou que está acompanhando os eventos na Síria com “crescente preocupação” e que somente um diálogo inclusivo e reformas genuínas poderão atender às “aspirações legítimas” do povo sírio e restaurar a paz e a ordem.

Conselho de Segurança

Calcula-se que mais de 350 pessoas tenham morrido desde o início dos protestos contra o governo, em março. Não há, porém, informações independentes sobre o número de mortos.

Na segunda-feira, o Exército sírio entrou com tanques e tropas na cidade de Deraa, um dos principais focos das manifestações.

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu a portas fechadas para discutir uma declaração sobre a crise na Síria. Segundo Ban, a reunião deverá continuar nesta quarta-feira.

Um esboço de declaração apresentado pela Grã-Bretanha, França, Alemanha e Portugal condena a violência contra civis e apoia o pedido de Ban por uma investigação independente e transparente das mortes ocorridas durante os protestos.

Também nesta terça-feira, países europeus pediram "medidas fortes" para acabar com a violência na Síria. França e Itália emitiram uma declaração conjunta em que pedem que a União Europeia e a ONU pressionem o governo sírio a interromper a repressão contra os manifestantes. A Grã-Bretanha disse que está discutindo medidas "de impacto" contra o governo sírio.

Os Estados Unidos já haviam anunciado, na segunda-feira, que estão analisando a possibilidade de aplicar novas sanções contra a Síria em razão do que descrevem como “violência brutal” contra manifestantes.

Leia Grã-Bretanha, França e Itália pressionam Síria por fim da violência

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