Otan e rebeldes rejeitam proposta de cessar-fogo de Khadafi

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Image caption Khadafi fez oferta de cessar-fogo em pronunciamento na TV

A Otan, a aliança militar ocidental, e rebeldes líbios rejeitaram mais uma proposta de cessar-fogo feita pelo coronel Muamar Khadafi.

A Otan disse que não vai considerar negociações até que o governo da Líbia suspenda os ataques contra civis no país.

Já líderes rebeldes disseram que a oferta de Khadafi não é séria e que ele já usou essa tática outras vezes.

"O povo da Líbia não consegue imaginar ou aceitar um futuro em que o regime de Khadafi tenha qualquer papel", disse o vice-líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) Abdul Hafez Ghoga.

"O regime de Khadafi perdeu toda a credibilidade."

Oferta

Khadafi disse, em um discurso transmitido pela televisão, que estaria disposto a negociar com França, Itália, Grã-Bretanha e Estados Unidos se fossem suspensos os ataques aéreos da aliança militar ocidental, iniciados sob um mandato da ONU para proteger civis no país.

"Nós fomos os primeiros a aceitar um cessar-fogo...mas os ataques da Otan não pararam", disse Khadafi.

"A porta para a paz está aberta."

"Vocês são os agressores. Nós vamos negociar com vocês. Venham França, Itália, Grã-Bretanha, Estados Unidos, nós vamos negociar com vocês. Por que vocês estão nos atacando?"

Khadafi disse que não pode haver nenhuma pré-condição para o cessar-fogo, como sua rendição ou seu exílio, como os rebeldes e alguns países da Otan haviam exigido.

O líder líbio disse ainda que os rebeldes que enfrentam forças do governo em Misrata, no oeste do país, são "terroristas que não são da Líbia, mas da Argélia, Egito, Tunísia e Afeganistão".

A TV estatal líbia mais tarde noticiou que ataques da Otan contra prédios do governo na capital Trípoli tinham como alvo o coronel Khadafi. A Otan não confirmou a informação.

Suprimentos

Enquanto isso, o governo líbio disse que não vai mais permitir nenhuma entrega de suprimentos por mar para a cidade de Misrata.

O porto local tem servido como uma tábua de salvação para os rebeldes e civis em Misrata, permitindo a entrada de alimentos e remédios e a saída de feridos e imigrantes presos na cidade.

O porta-voz do governo Moussa Ibrahim disse que o porto estava sendo usado para a entrega de armas para os rebeldes e que qualquer um que tente se aproximar do local a partir de agora será atacado.

Ele também afirmou que os rebeldes cercados na cidade têm quatro dias para baixar as armas em troca de anistia.

Se continuarem os confrontos, eles vão se deparar com "artilharia intensa".

Mais cedo, a Otan havia dito que forças do governo estavam tentando colocar minas ao redor de Misrata. Um comandante da aliança militar disse que as minas estavam sendo desativadas.

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