Obama anuncia morte de Bin Laden em operação militar

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Image caption Bin Laden em uma caverna no Afeganistão em 1988: morte em ataque dos EUA

Quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na madrugada desta segunda-feira que forças dos Estados Unidos mataram o fundador e líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

Em um pronunciamento exibido ao vivo pela televisão às 23h35 de domingo em Washington (0h35 de segunda-feira no Brasil), Obama afirmou que Bin Laden foi morto em uma operação comandada pelos Estados Unidos no interior do Paquistão.

"Nesta noite, posso relatar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes", disse o presidente americano. "Justiça foi feita", acrescentou Obama, ao anunciar a morte de Bin Laden no discurso transmitido da Casa Branca.

O líder da Al-Qaeda era acusado de comandar dezenas de atentados, incluindo as explosões em duas embaixadas americanas no Leste da África em 1998 e os ataques de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington.

Bin Laden ocupava o primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos, e as forças americanas tentavam capturá-lo desde antes de 2001.

Antes mesmo da confirmação de Obama, centenas de pessoas portando bandeiras americanas já se reuniam em frente à Casa Branca para comemorar a notícia.

Detalhes Segundo Obama, a operação que levou à morte de Bin Laden foi autorizada por ele na semana passada, após vários meses de coleta de informações de inteligência. O presidente disse que, em agosto do ano passado, "depois de anos de trabalho meticuloso" da inteligência americana, ele foi informado sobre pistas que poderiam levar a Bin Laden. O presidente disse que manteve diversos encontros com sua equipe de segurança nacional e novas informações indicaram que Bin Laden estaria escondido em um complexo no interior do Paquistão. "Na semana passada, eu decidi que tínhamos informações de inteligência suficientes para agir e autorizei uma operação para capturar Osama Bin Laden e trazê-lo à Justiça", afirmou. Obama disse que a operação foi conduzida por um "pequeno time de americanos" e não houve civis feridos. "Depois de uma troca de tiros, eles mataram Osama bin Laden e assumiram a custódia de seu corpo", afirmou o presidente.

Informações posteriores veiculadas pela imprensa americana dizem que o corpo de Bin Laden foi jogado ao mar.

EUA 'vigilantes'

Image caption Obama faz o anúncio na TV americana

"A morte de Bin Laden marca a realização mais significativa até hoje nos esforços de nossa nação para derrotar a Al-Qaeda", disse Obama. "No entanto, sua morte não marca o fim dos nossos esforços." Segundo o presidente americano, a Al-Qaeda deve continuar a tentar realizar novos ataques contra os Estados Unidos. "Precisamos continuar vigilantes, em casa e no exterior", acrescentou. Obama afirmou ainda que os Estados Unidos "não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã", lembrando que Bin Laden não era um líder muçulmano, e sim um "assassino" de muçulmanos. "Na verdade, a Al-Qaeda massacrou inúmeros muçulmanos em muitos países, incluindo o nosso. Por isso, sua morte deve ser bem recebida por todos os que acreditam na paz e na dignidade humana", completou.