Parentes de vítimas da Al-Qaeda celebram morte de Bin Laden

Nova-iorquinos celebram morte de Osama Bin Laden tendo ao fundo a Freeodm Tower, edificada no local que abrigava as torres gêmeas do World Trade Center (AP) Direito de imagem AP
Image caption Morte de Bin Laden foi celebrada nas ruas de Nova York

Parentes de vítimas de atentados realizados pela rede Al-Qaeda saudaram a notícia da morte de Osama Bin Laden, morto por forças americanas no Paquistão.

''Minha primeira reação foi: 'estou feliz''', afirmou Betty Hilton, cujo genro, Robin Larkey, foi morto nos ataques contra o World Trade Center, na manhã de 11 de setembro de 2001.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas no 11 de Setembro.

O britânico Robin Larkey era casado com a filha de Betty Hilgon e estava trabalhando na Torre Norte do World Trade Center quando ela ruiu, após ter sido atingida por um avião.

Betty Hilton conta que se sentiu aliviada pelo fato de Bin Laden ter sido morto, em vez de capturado. ''Quando fazem julgamentos, eles duram séculos. Eu estou feliz, o mundo não precisa dele. Espero que ele não se torne um mártir, mas é um risco'', comentou.

''Estou feliz que ele não está mais aqui. Eu só gostaria que meu genro pudesse estar aqui. Eu suponho que de certa forma é uma espécie de justiça. Me faz sentir que alguém está pagando de alguma maneira'', afirmou.

Outro britânico morto nos atentados de 11 de Setembro foi Robert Eaton, de 37 anos, filho de Douglas Eaton.

''Não senti qualquer sensação especial de euforia. Se isso trouxer mais paz no mundo, só se pode aplaudir, mas minha preocupação é de que o que aconteceu leve a mais explosões de violência. Isso seria lamentável'', afirmou Douglas Eaton.

''Daria ai mpressão de que ele contava com muito apoio, caso contrário ele não teria sobrevivido por tanto tempo'', acrescentou.

Eaton comentou que teria preferido que Bin Laden tivesse sido levado a julgamento em vez de ter sido morto.

Mais procurados

Bin Laden encabeçava a lista dos mais procurados pelos Estados Unidos. Ele é acusado de idealizar os ataques de 11 de Setembro e acredita-se que tenha sido o inspirador dos ataques de 7 de julho de 2005, em Londres, e dos atentados de 11 de março de 2004, em Madri.

''Haverá alívio e conforto para as vítimas da Al-Qaeda em todo o mundo. Mas creio que é uma vitória de curta duração, de certo modo, porque temos de nos manter vigilantes. Acredito que haverá represálias. Mas só se as pessoas conseguirem demonstrar que a organização ainda tem poder'', afirmou John Falding, cuja namorada, Anat Rosenberg, morreu nos ataques de 7 de julho de 2005, em Londres.

Ela estava a bordo de um ônibus de dois andares no qual foi deixada uma bomba.

Além da bomba contra o ônibus, os ataques, realizados por quatro militantes, também envolveram bombas deixadas em três diferentes estações de metrô londrinas. Os ataques em Londres mataram um total de 56 pessoas, incluindo os autores dos atentados.

Sean Cassidy, cujo filho Ciaran, de 22 anos, foi morto nos ataques de Londres em 2005, disse que ficou ''muito feliz'' ao receber a notícia da morte do líder da al-Qaeda.

''Eu estou muito feliz, e parabéns aos americanos. Eles merecem o louvor.''

Mas Cassidy acredita que a morte de Bin Laden não significa o fim do terror.

''Há muitos outros dispostos a ocupar o seu lugar. Todas essas organizações de fanáticos contam com seus jovens pretendentes.''