Mais de mil pessoas vão a funeral de filho de Khadafi em Trípoli

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Image caption Multidão demonstrou apoio a líder líbio durante funeral

Mais de mil pessoas foram às ruas da capital líbia, Trípoli, para o funeral do filho mais jovem do coronel Muamar Khadafi, Saif al-Arab.

Com bandeiras e fotos de Khadafi, a multidão gritava palavras de ordem e prometia vingança enquanto levava o caixão envolto em pano verde (bandeira-símbolo da Líbia sob o governo do coronel) até o cemitério da cidade.

Segundo o governo da Líbia, Saif al-Arab foi morto em um ataque aéreo da Otan, a aliança militar ocidental, na noite de sábado. Três netos de Khadafi, sobrinhos de Saif al-Arab, também teriam sido mortos no bombardeio.

O ataque aéreo da Otan desencadeou uma série de violentos protestos na capital líbia, em que grupos pró-governo depredaram prédios da ONU e algumas missões diplomáticas estrangeiras.

Após os incidentes, a ONU anunciou a retirada de todos os seus funcionários estrangeiros de Trípoli, e a Grã-Bretanha expulsou o embaixador líbio em Londres.

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'Operação direta de assassinato'

O porta-voz do governo líbio Moussa Ibrahim disse que o coronel Khadafi e sua mulher estavam no edifício atacado no momento do bombardeio, mas que não ficaram feridos.

Segundo ele, o bombardeio fere a lei internacional e foi “uma operação direta para assassinar o líder deste país”.

A Otan afirmou que o alvo do ataque era um edifício de “comando e controle” e que todos os alvos da organização têm “natureza militar”.

Em fevereiro deste ano, rebeldes líbios começaram um levante com o objetivo de colocar fim aos 40 anos de poder do coronel Khadafi.

Desde o mês passado, as forças da Otan também vêm atuando no país sob um mandato da ONU que pretende impedir a morte de civis por parte das tropas de Khadafi.

Bombardeio a porto

Relatos de testemunhas na cidade de Misrata, que está sob controle de rebeldes, indicam que as forças leais a Khadafi continuam bombardeando o porto local nesta segunda-feira.

Um porta-voz dos rebeldes disse que cerca de cem foguetes atingiram a área nas últimas 36 horas.

Também há relatos de que tanques do governo estariam tentando entrar na cidade pelo sudoeste.

O governo líbio havia dito aos rebeldes em Misrata que eles tinham quatro dias para baixar as armas ou enfrentar um ataque decisivo.

O governo também havia proibido a entrega de suprimentos por mar, alegando que o porto local estava sendo usado para a entrega de armas para os rebeldes.

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