Líderes ocidentais comemoram notícia de morte de Bin Laden

Nova-iorquinos reagem à notícia da morte de Osama Bin Laden (Getty Images) Direito de imagem GETTY IMAGES
Image caption Nova-iorquinos foram às ruas celebrar a notícia da morte do líder da Al Qaeda

Chefes de governo, Estado e autoridades de várias partes do mundo comemoraram nesta segunda-feira a notícia da morte do líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse neste domingo esperar que a morte de Bin Laden traga algum tipo de conforto aos familiares e amigos das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2011.

“Os nova-iorquinos esperaram quase dez anos por essa notícia”, disse Bloomberg, em um comunicado emitido logo após o anúncio do presidente Barack Obama de que Bin Laden foi morto em uma operação comandada pelos Estados Unidos no Paquistão.

“A morte de Osama Bin Laden não diminui o sofrimento que os nova-iorquinos e os americanos experimentaram, mas é uma vitória de importância crucial para a nossa nação – e um tributo aos milhões de homens e mulheres em nossas Forças Armadas e em outros lugares que lutaram de maneira tão árdua pela nossa nação”, disse.

Vitória

O ex-presidente George W. Bush, que comandava o país na época dos atentados e que lançou a operação contra a Al-Qaeda, dando início ao envolvimento militar americano no Afeganistão e no Iraque, disse que a morte de Bin Laden é uma vitória para os Estados Unidos.

“Essa importante realização marca uma vitória para a América, para as pessoas que buscam a paz ao redor do mundo e para todos aqueles que perderam seus entes queridos em 11 de setembro de 2001”, disse Bush.

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Image caption Ativista idealizou os ataques de 11 de setembro de 2001

Em um comunicado, o ex-presidente Bill Clinton disse que a morte de Bin Laden marca um momento importante para todos os que desejam um futuro de paz.

“Este é um momento profundamente importante, não apenas para as famílias daqueles que perderam suas vidas no 11 de setembro e nos outros ataques da Al-Qaeda, mas para as pessoas em todo o mundo que desejam construir um futuro comum de paz, liberdade e cooperação para os nossos filhos”, disse Clinton.

Clinton também elogiou a equipe de segurança e o membros das Forças Armadas americanas por “trazerem Bin Laden à Justiça” depois de mais de uma década de “ataques criminosos da Al-Qaeda”.

Alívio

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a notícia da morte de Bin Laden vai trazer “grande alívio” às pessoas ao redor do mundo e lembrou que os ataques liderados por ele “custaram milhares de vidas, muitas delas britânicas”.

O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, que está no Cairo, no Egito, disse à BBC ter ordenado uma revisão dos sistemas de segurança das embaixadas do país em todo mundo, por temor de represálias da Al-Qaeda.

"Pode haver partes da Al-Qaeda que tentarão mostrar nas próximas semanas que ainda estão ativas, como de fato algumas estão", afirmou.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse que a notícia representa um “triunfo retumbante”. “Este é um triunfo retumbante para a Justiça, a liberdade e os valores compartilhados por todas as nações democráticas que lutam ombro a ombro com determinação contra o terrorismo”, afirmou.

'Divisor de águas'

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a morte de Bin Laden é um "divisor de águas" na luta global contra o terrorismo, e condenou o terrorismo em todas as suas formas, independentemente de seu propósito.

"Os crimes da Al-Qaeda tocaram muitos continentes, trazendo tragédia e perda de vidas para milhares de homens, mulheres e crianças", afirmou. "Este é um dia para lembrar as vítimas e as famílias das vítimas".

O ministro de Defesa da França, Gerard Longuet, afirmou que justiça foi feita com a morte de Bin Laden, embora diga que levá-lo a um tribunal teria sido melhor.

"Nós teríamos gostado de um julgamento. Isto não vai ocorrer, mas hoje nós podemos estar certos de que isto é um forte símbolo para mostrar que a violência não pode ser uma solução para qualquer pessoa", disse.

Por sua vez, o ministro do Exterior francês, Alain Juppé, disse que compartilha da alegria das autoridades e do povo americano, mas alertou que a ameaça do terrorismo não vai diminuir.

"As estruturas da Al-Qaeda continuam a existir, e existem outras estruturas terroristas que não são necessariamente afiliadas à Al-Qaeda. A ameaça é considerável e, portanto, nós devemos continuar com a cooperação entre os serviços e os governos dos países democráticos".

O líder da Câmara dos Representantes (deputados federais) do Congresso americano, o republicano John Boehner, disse que é importante que os Estados Unidos permaneçam vigilantes.

“Esta é uma grande notícia para a segurança do povo americano e uma vitória em nossa contínua luta contra a Al-Qaeda e o extremismo ao redor do mundo”, afirmou Boehner.

“Nós continuamos a enfrentar uma ameaça terrorista complexa e em evolução, e é importante que continuemos vigilantes em nossos esforços para confrontar e derrotar o inimigo terrorista e proteger o povo americano”, disse Boehner.

Bin Laden ocupava o primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos, e as forças americanas tentavam capturá-lo desde antes de 2001.

Antes mesmo da confirmação de Obama, centenas de pessoas portando bandeiras americanas já se reuniam em frente à Casa Branca para comemorar a notícia.

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