Codinome de operação que matou Bin Laden irrita índios apaches

Foto de 1887 mostra Gerônimo com um rifle (National Archives/AP) Direito de imagem AP
Image caption Líder apache resistiu à dominação das tropas americanas

Uma tribo apache nos EUA exigiu um pedido de desculpas por parte do presidente Barack Obama, pelo uso do nome do guerreiro Gerônimo como codinome para Osama Bin Laden.

Quando Bin Laden foi morto pelas forças especiais americanas, no último domingo, o fato foi relatado a Obama com o código “Geronimo - EKIA” (Gerônimo - inimigo morto em ação, na sigla em inglês).

Jeff Houser, líder dos apaches, disse que equiparar o lendário Gerônimo ao acusado pelos atentados do 11 de Setembro era doloroso e ofensivo a todos os indígenas americanos.

Em uma carta ao presidente americano, postada no site da tribo na internet, Houser declarou que “agora, crianças de famílias nativas por todo o país estão enfrentando a realidade de ver uma de suas figuras mais reverenciadas sendo ligada a um terrorista assassino de milhares de americanos. Pense em como elas se sentem”.

No século 19, Gerônimo foi um líder apache que desafiou tanto os poderes mexicanos e como as tropas americanas para proteger sua tribo de ser subjulgada pelos brancos e de perder suas terras. Ele morreu de pneumonia em 1909, em Oklahoma.

O correspondente da BBC em Washington Paul Adams explica que sua fama de corajoso fez com que o nome Gerônimo fosse gritado por soldados na hora de fazer saltos perigosos.

Autoridades americanas não esclareceram o porquê da escolha do nome, nem se ele designava Bin Laden em si ou a operação para capturá-lo. Mas o Departamento de Defesa dos EUA disse que não houve intenção de desrespeitar os indígenas.