Inquérito sobre atentados em Londres isenta de culpa equipes de resgate

AFP Direito de imagem BBC World Service
Image caption Os ataques tiveram como alvo principal o metrô londrino

Um inquérito britânico sobre os atentados de 7 de julho de 2005 em Londres concluiu que nenhuma das 52 vítimas fatais morreu por eventuais atrasos dos serviços de emergência.

"Estou convencida, ao calcular as probabilidades, que cada vítima teria morrido independentemente do tempo de chegada dos serviços de emergência", disse a juíza Heather Hallett ao anunciar as conclusões das investigações, nesta sexta-feira.

As audiências do inquérito indicaram que as autoridades britânicas cometeram erros e tiveram lapsos ao reagir aos atentados.

Entre os problemas comprovados estão a falta de suprimentos para primeiros-socorros, a confusão das equipes de emergência e o fato do equipamentos de rádio usados pelas equipes não funcionarem em partes da rede de metrô, onde bombas explodiram.

Recomendações

A juíza, que disse que não haverá mais inquéritos sobre os ataques, fez uma série de recomendações visando a melhoria dos serviços no futuro.

Entre elas, Hallett sugeriu mudanças para melhorar o treinamento e a resposta da polícia, dos bombeiros e de operadores de ambulâncias em casos de emergência, e sugeriu alterações no financiamento do serviço de resgate aéreo em Londres.

Atualmente, o serviço de ambulância com helicópteros depende de doações e do trabalho voluntário de médicos.

Mais de 700 pessoas foram feridas nos ataques. Os homens-bomba detonaram seus explosivos em trens do metrô e no segundo andar de um ônibus no centro da cidade.

Foram ouvidas 308 testemunhas durante as 19 semanas do inquérito.

Na Grã-Bretanha, inquéritos como esse são realizados quando pessoas morrem em circunstâncias violentas ou incomuns. Embora não possam estabelecer culpa na lei criminal ou cível, eles geram recomendações que são levadas em conta para evitar que novos fatos semelhantes ocorram novamente.

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