Oriente médio

Nova onda de protestos na Síria resulta em ao menos 13 mortes

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Pelo menos 13 pessoas foram mortas nesta sexta-feira na Síria durante protestos contra o governo, de acordo com ativistas de direitos humanos.

As manifestações, que os oposicionistas chamaram de “dia de desafio”, ocorreram em várias cidades do país, mesmo com a numerosa presença de membros das forças de segurança nas ruas.

No oeste do país, ao menos seis pessoas teriam sido mortas na cidade de Homs, a terceira maior da Síria, e outras seis em Hama.

Um ativista em Homs disse à BBC, sob condição de anonimato, que o número de mortos era na verdade muito mais alto. Segundo ele, as forças de segurança proibiram que as vítimas fossem levadas para hospitais.

A TV estatal síria afirmou que um soldado e quatro policiais foram mortos em Homs.

O governo sírio vem proibindo a entrada de jornalistas no país, dificultando a apuração dos fatos de forma independente.

Damasco

Em outro desdobramento, ativistas de oposição disseram que um importante líder dissidente, Riyad Sayf - que permaneceu anos preso desde o início da Presidência de Bashar Al-Assad, em 2000 -, voltou a ser detido.

Mais de 2.500 pessoas já foram presas desde o início das revoltas.

manifestante carrega caixão simbolizando os mortos de Deraa/Reuters

A cidade de Deraa foi a mais atingida pela violência na Síria

Na capital, Damasco, e na cidade de Tal, testemunhas dizem que forças de segurança responderam com balas aos protestos.

O governo de Assad afirmou que está tomando “ações decisivas contra terroristas e criminosos”.

Estima-se que mais de 500 pessoas tenham sido mortas desde meados de março, quando os protestos começaram e foram reprimidos pelas forças de segurança.

A União Europeia impôs sanções de viagem e congelou os bens de pelo menos 13 autoridades sírias, em reposta à violência no país. As sanções vão entrar em vigor no próximo mês.

Deraa

A cidade de Deraa, onde tiveram início os protestos sírios, foi a mais atingida pela violência até agora.

Grupos de direitos humanos disseram que as forças de segurança fizeram dez dias de “massacre” na cidade.

Tanques e tropas deixaram a cidade de Deraa, no sul do país, onde grupos de defesa dos direitos humanos disseram eles conduziram um “massacre” ao longo de dez dias.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Tanques sírios seguem para Homs depois de cerco a Deraa

O Centro para Direitos Humanos de Damasco disse que atiradores de elite e homens com metralhadoras dispararam indiscriminadamente contra civis desarmados. Vídeos amadores recentes mostram dezenas de manifestantes sendo baleados e sangrando pelas ruas.

Uma equipe da Cruz Vermelha levou suprimentos médicos e ajuda humanitária a Deraa, explicando que a cidade “é prioridade por ter sido a mais atingida pela violência atual”.

O governo americano classificou de “bárbaras” as medidas tomadas pelo governo sírio em Deraa.

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