Rebeldes da Líbia dizem ter tomado aeroporto de cidade sob cerco

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Image caption Há semanas Misrata é palco de choques entre forças pró e contra Khadafi

Rebeldes líbios disseram ter capturado nesta quarta-feira o aeroporto da cidade de Misrata, após semanas de confrontos com soldados leais ao regime de Muammar Khadafi.

Misrata é a única grande cidade do oeste da Líbia controlada em sua maior parte por opositores de Khadafi.

Testemunhas dizem que centenas de rebeldes celebraram nas ruas após a retirada dos soldados leais ao líder líbio. Na fuga, eles abandonaram tanques, que foram incendiados pelos rebeldes.

Durante as últimas semanas, o porto de Misrata se tornou a única via de acesso para a chegada de suprimentos e a partida de civis que fogem dos conflitos.

Na noite de quarta-feira, a televisão estatal líbia divulgou as primeiras imagens de Khadafi em quase duas semanas. As autoridades líbias dizem que as imagens foram filmadas na quarta-feira, mas a informação não é confirmada.

Nas imagens, Khadafi aparece com uma veste marrom e óculos escuros. Ele aparenta estar com boa saúde.

Trípoli

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Image caption TV estatal da Líbia mostrou novas imagens de Khadafi na quarta

Também nesta quarta-feira, testemunhas afirmam que ocorreram fortes explosões na capital do país, Trípoli. A Otan diz que seus aviões realizaram mais de 6 mil missões no país desde que assumiu o controle das operações, em fins de março.

Mas analistas dizem que, embora os bombardeios ocidentais tenham ajudado os rebeldes a assegurar o controle no leste líbio, não está claro o quanto eles enfraqueceram o domínio de Khadafi sobre o oeste do país.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que voltou a pedir na terça-feira para o governo líbio cesse o ataque a civis.

Ele disse que seu enviado deve fazer em breve a sétima visita ao país desde o início da violência, em fevereiro.

A crise na Líbia começou quando protestos inspirados nos levantes populares que derrubaram os governos de Tunísia e Egito foram reprimidos violentamente.

Condenando a violência, vários diplomatas líbios no exterior abandonaram o regime, e o Conselho de Segurança da ONU autorizou o uso de força para a proteção de civis.

França e Itália reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT), organização estabelecida pelos opositores do regime, como o representante legítimo do povo líbio.

A União Europeia congelou bens de Khadafi e de membros de sua família, além de proibir o comércio de armas, munições e equipamentos que poderiam ser usados para “repressão interna”.

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