Forças de segurança da Síria não atirarão contra manifestantes, diz político

Manifestante anti-Assad na Jordânia (Foto: AP) Direito de imagem AP
Image caption Novos protestos antigoverno devem ocorrer nesta sexta-feira

Um conselheiro do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que as forças do governo não atirarão contra manifestantes nos protestos antigoverno planejados para esta sexta-feira. A informação foi divulgada por um líder da oposição no país.

Louau al-Husein disse à BBC que ele e outros líderes da oposição têm conversado com Buthaina Shabaan, conselheiro de Assad, para pôr fim à crise no país árabe.

Ao mesmo tempo, há relatos de que tanques e soldados já estão se movimentando em cidades como Homs e Hama, em aparente preparativo para os protestos previstos para sexta-feira.

Um grupo de direitos humanos sírio disse que dezenas de ativistas antigoverno foram detidos nesta quinta-feira na cidade de Banias e em aldeias próximas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que estima que milhares de pessoas tenham sido detidas pelas forças de segurança na Síria desde que os protestos pró-democracia começaram no país, em meados de março.

O governo sírio, por sua vez, diz que está enfrentando “gangues de terroristas armados”.

Louau al-Husein, que chegou a ser detido no início da onda de protestos e foi solto dias depois, disse que Shabaan avisou a oposição síria que as forças de segurança receberam ordens de não atirar contra manifestantes.

Também afirmou que as negociações para tentar encerrar a crise no país continuarão na próxima semana.

Mortes

Nesta quinta, tanques do Exército atacaram Homs, terceira maior cidade do país, deixando ao menos nove mortos e dezenas de feridos, de acordo com testemunhas.

Cidades próximas a Deraa, no sul do país, também foram alvo de ofensivas das forças de segurança. Segundo ativistas 11 civis foram mortos na região.

As tropas governamentais também reprimiram uma manifestação de milhares de estudantes ocorrida em Aleppo, segunda maior cidade da Síria.

Ativistas sírios afirmam que entre 600 e 800 civis morreram desde o início da onda de protestos no país. O governo nega a cifra e afirma que cerca de cem soldados foram mortos durante os enfrentamentos com os manifestantes.

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