Denúncias sobre aluguel de Cidade Proibida para festas causam polêmica na China

Jornalistas em frente a uma das entradas da Cidade Proibida (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Cidade Proibida já foi alvo das atenções depois de roubo de obras de arte

Um palácio na Cidade Proibida, em Pequim, na China, estaria sendo usado como uma espécie de clube exclusivo por pessoas ricas, segundo denúncias da imprensa chinesa.

As autoridades que administram o palácio negaram as denúncias, mas, segundo a imprensa do país, é possível comprar o acesso e receber amigos e familiares em uma parte restaurada do Palácio Jianfu, dentro do complexo da Cidade Proibida.

Segundo estas denúncias, o acesso para o clube exclusivo dentro do palácio custaria US$ 150 mil (cerca de R$ 245 mil).

O Palácio Jianfu (Palácio da Felicidade Estabelecida, em tradução livre), foi construído em 1740 pelo imperador Qianlong. Esta parte da antiga residência do imperador chinês foi destruída em 1923 por um incêndio cuja causa não foi descoberta.

Durante seis anos o palácio foi restaurado com dinheiro doado por um empresário de Hong Kong.

As denúncias geraram uma onda de críticas na internet e vem depois de duras críticas contra a administração da Cidade Proibida após o furto de obras de arte em um museu do complexo na semana passada.

Formulário

Um internauta anônimo chegou a divulgar o que afirma ser o formulário para se juntar ao clube e ter acesso ao Palácio Jianfu. O número de fax no formulário está registrado como o de uma companhia responsável pela manutenção do palácio.

"Um guia turístico estrangeiro me disse, com orgulho, que tinha acabado de organizar um jantar em família para um bilionário americano (no palácio)", escreveu o apresentador de televisão Rui Chenggang em seu blog.

Mas, as autoridades responsáveis pela Cidade Proibida negam todas as alegações e afirmam que o Palácio Jianfu é usado para exposições, seminários e entrevistas coletivas, além de receber dignatários estrangeiros.

"Não pode e não poderia ser usado como um clube privado de alta classe para pessoas ricas", de acordo com a declaração publicada no blog oficial da Cidade Proibida.

O complexo da Cidade Proibida é formado por palácios, jardins e pátios. Foi transformado em um museu em 1921, depois da queda do último imperador chinês, Puyi, uma década antes.

Desde a semana passada, o local está passando por problemas depois do roubo de sete obras de arte do Museu do Palácio Imperial, que fica dentro do complexo. As obras tinham sido emprestadas de uma coleção particular de Hong Kong.

As autoridade do complexo admitiram que roubo ocorreu devido a uma falha na segurança.