Justiça concede liberdade sob fiança para ex-diretor do FMI

Strauss-Kahn durante audiência nesta quinta (Getty) Direito de imagem Getty Images
Image caption Strauss-Kahn deverá ficar sob vigilância constante

A Justiça americana concedeu nesta quinta-feira liberdade sob fiança ao ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn. Na mesma audiência, o tribunal do júri acusou formalmente o francês de agressão sexual e tentativa de estupro de uma camareira em um hotel em Nova York.

O pedido de liberdade sob fiança – que havia sido negado na última segunda-feira – foi feito pelos advogados de Strauss-Kahn, que argumentaram que ele estaria disposto a ficar sob vigilância constante e usar tornozeleira eletrônica.

A Justiça determinou que o ex-diretor do FMI pagará US$ 1 milhão pela fiança, ficará em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico e acompanhado por um guarda durante as 24 horas do dia. Ele também terá de fazer uma espécie de seguro-caução de US$ 5 milhões.

Strauss-Kahn, que nega os crimes, havia renunciado horas antes ao comando do Fundo Monetário Internacional.

Processo

Na audiência desta quinta-feira, o tribunal do júri (encarregado de analisar e determinar ou não um posterior julgamento) também decidiu que o processo contra Strauss-Kahn deve prosseguir.

A mulher de Strauss-Kahn, Anne Sinclair, participou da sessão judicial desta quinta.

O ex-diretor do FMI deve voltar a se apresentar à corte judicial no dia 6 de junho.

Strauss-Kahn está detido desde sábado. Na última segunda-feira, a Justiça havia negado liberdade sob fiança ao francês, aceitando os argumentos da Promotoria de que ele poderia fugir dos Estados Unidos.

Em seu comunicado de renúncia, publicado no site do FMI na noite de quarta-feira, o francês dizia que renunciava a seu posto com "tristeza infinita", para dedicar sua "força, tempo e energia" para provar que é inocente.

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