Forças de segurança na Síria matam pelo menos três, dizem ativistas

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Image caption A Síria vem sendo criticada por reprimir violentamente os protestos

Testemunhas e ativistas dizem que forças de segurança sírias abriram fogo contra manifestantes na cidade de Homs nesta sexta-feira, matando pelo menos três pessoas.

Há relatos de que novos protestos tiveram início em diversas cidades do país após as tradicionais orações de sexta-feira, incluindo Baniyas, Deraa e Qamishli.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que pelo menos 850 manifestantes foram mortos pelo governo nos últimos dois meses, mas o número é difícil de ser confirmado já que o regime sírio proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros no país.

Uma testemunha disse que um violento tiroteio ocorreu na cidade de Homs, e ativistas de defesa dos direitos humanos dizem que a manifestação em Baniyas é uma das maiores realizadas desde o início dos protestos.

Os manifestantes em Baniyas estariam sem camisa para provar que não estavam armados.

Estados Unidos

Na quinta-feira, em seu discurso sobre o Oriente Médio, o presidente americano, Barack Obama, disse que o líder sírio, Bashar al-Assad, "pode liderar" a transição do país para um regime mais democrático "ou sair do caminho".

"Caso contrário, o presidente Assad e seu regime vão continuar a ser desafiados dentro de casa e isolados no exterior", disse Obama.

Na quarta-feira, os Estados Unidos aprovaram a imposição de novas sanções direcionadas, de maneira inédita, ao próprio Assad por conta da violência empregada na repressão aos protestos.

Leia mais sobre as sanções americanas contra Assad

A atual onda de protestos na Síria, inspirada nos levantes pró-democracia que derrubaram os governos de Tunísia e Egito, é considerada o maior desafio ao regime de Assad desde que ele sucedeu seu pai, Hafez Al-Assad, em 2000.

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