Ameaça de cinzas vulcânicas faz Obama adiantar viagem à Grã-Bretanha

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Image caption Casal Obama em bar em Moneygall, onde viveram ancestrais do presidente

No início de seu giro de uma semana pela Europa, o presidente dos EUA, Barack Obama, resolveu antecipar em algumas horas sua viagem entre a Irlanda e a Grã-Bretanha por causa das cinzas expelidas por um vulcão na Islândia.

Há um ano, cinzas de outro vulcão no país, o Eyjafjallajokull, prejudicaram o tráfego aéreo da Europa por cerca de um mês.

Em um discurso ao ar livre em Dublin, Obama ressaltou os laços entre Estados Unidos e Irlanda, dizendo que os dois países estão unidos por séculos de amizade e valores em comum.

Ele elogiou a disposição dos irlandeses de superar as diferenças sectárias e as dificuldades financeiras.

Dirigindo-se a uma multidão entusiasmada, Obama disse que sempre existiu um pouco de verde no vermelho, branco e azul, em referência às cores das bandeiras dos dois países.

Ancestrais

Antes de Dublin, ele visitou Moneygall, o vilarejo do tataravô de sua mãe, um sapateiro que emigrou para os Estados Unidos em 1850.

“Olá, Dublin! Olá, Irlanda! Meu nome é Barack Obama, dos Obamas de Moneygall, e vim para casa procurar o apóstrofo que perdemos pelo caminho”, brincou o presidente em referência ao sinal típico dos sobrenomes irlandeses.

O líder americano foi aplaudido por centenas de irlandeses após dizer seu slogan de campanha “Yes, we can” (sim, nós podemos) em gaélico.

Em Dublin, ele se reuniu com a presidente da Irlanda, Mary McAleese, e com o primeiro-ministro, Enda Kenny.

Além de Irlanda e Grã-Bretanha, Obama e a primeira-dama Michelle visitarão a Polônia e a França, onde ele deverá participar de uma reunião do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia).

Convidados da rainha

Em Londres, o casal ficará hospedado no Palácio de Buckingham, como convidados da rainha Elizabeth 2ª.

Obama vai se reunir com o premiê britânico, David Cameron, em um encontro que, segundo o editor da BBC para a América do Norte, Mark Mardell, será dominado por assuntos como a guerra no Afeganistão, a operação da Otan na Líbia e as revoltas no mundo árabe.

Ele também deve fazer um discurso em Westminster Hall, uma parte do Parlamento britânico que geralmente é usada apenas para pronunciamentos de monarcas britânicos.

Segundo a Casa Branca, a visita à Grã-Bretanha é uma oportunidade importante para Obama reafirmar o “relacionamento especial” entre os dois países.

“Não há aliado mais próximo dos Estados Unidos do que a Grã-Bretanha. Estamos do lado dos britânicos em uma série de assuntos de segurança internacional e, claro, também temos nossos valores em comum que nos unem há muitas décadas”, afirmou Ben Rhodes, vice-conselheiro de segurança nacional para comunicações estratégicas da Casa Branca.

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